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Economia

Crise no mercado automobilístico atinge a Volkswagen

Ferdinand Piech apresentou um balanço brilhante de 2001, o último como presidente da VW. Mas se 2001 foi ano de recordes, 2002 não começou bem. A Volks espera uma queda de vendas de 6,5% no primeiro trimestre.

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Ferdinand Piech presidiu a VW durante 9 anos

Ferdinand Piech, que em abril passa da presidência da Volkswagen ao conselho administrativo, despediu-se com mais recordes no balanço de 2001: a montadora de Wolfsburg vendeu mais de 5 milhões de veículos e faturou 88,5 bilhões de euros, um aumento de 6,5%. O lucro bruto aumentou 18,6% para 4,4 bilhões de euros, o líquido, 12%, somando 2,9 bilhões de euros.

Um objetivo, contudo, Piech não conseguiu atingir: a relação entre o faturamento e o dividendo ficou em 5%, não chegando aos 6,5% que ele previra. Não obstante, ele deixa a seu sucessor, Bernd Pischetsrieder, uma montadora muito lucrativa, ao contrário de outras, que estão em crise.

O balanço da era Piech - Após nove anos na presidência, Ferdinand Piech traçou seu balanço pessoal no comando da maior montadora européia: "Em 1993, a Volks não ia bem, uma queda da demanda na Europa levou a uma séria crise com altos prejuízos. Ao mais tardar em 1977, depois de lançado o Golf da quarta geração, a empresa estava em ritmo de crescimento. Hoje a Volkswagen é conhecida mundialmente por seus produtos atraentes e importantes inovações técnicas."

Ao terminá-lo, despediu-se com um simples Auf Wiedersehen, e deixou por conta de seu sucessor as notícias atuais e mais desagradáveis. A crise no mercado automobilístico não ficará sem conseqüências para a VW, que espera uma queda de vendas de 6,5% no primeiro trimestre. A marca Volkswagen foi a mais afetada, contando-se com uma queda de 9%.

Crise não será breve - O Golf, o modelo mais importante, é justamente a grande preocupação da diretoria. Suas vendas diminuíram 7,5% até fevereiro. E Pischetsrieder estima que a crise mundial não irá passar rapidamente. Nos Estados Unidos as vendas só voltarão a subir no segundo semestre. Mesmo assim, ele não pretende reduzir as previsões de lucros. "Continua sendo nossa meta pelo menos repetir o resultado recorde de 2001", disse o presidente designado da montadora, avisando que o balanço do primeiro trimestre de 2002 ficará aquém do de 2001.

Estratégia para época de "vacas magras" - Com novos modelos, novas estratégias e menores custos, a Volks pretende atenuar o impacto da crise. Pischetsrieder anunciou investimentos de 105 milhões de euros para reestruturar a montadora na Argentina e reduzir as dimensões de uma fábrica, diante da crise econômica no país. Para reduzir custos também em outros locais, a montadora concebeu um "sistema rotativo" de produção. Modelos diferentes serão produzidos na mesma linha de montagem, o que possibilitará reagir mais rapidamente à flutuações na demanda e economizará custos de armazenamento.

Carros esportivos e clássicos - No futuro, a Volkswagen reorganizará suas marcas em dois segmentos: um esportivo, com a Seat, Lamborgini e Audi, e outro clássico, com as marcas VW, Skoda e Bentley. O objetivo a médio prazo é aumentar a parcela da Volks no mercado mundial de 12%, atualmente, para 14%. No setor de vendas, a montadora do norte da Alemanha irá apostar também cada vez mais na Internet.