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Economia

Crise no Brasil afeta empresas européias

Imprensa alemã deixa transparecer preocupação com a situação no Brasil, enfocando o papel do FMI e possíveis efeitos sobre grandes empresas da Europa.

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A Volks é uma das empresas afetadas pela crise no Brasil

O Brasil voltou a ser manchete nos cadernos de economia dos jornais alemães, devido à preocupação com o futuro econômico do país. Enquanto o Franfkurter Allgemeine Zeitung se concentra no Bovespa, que atingiu a maior baixa dos últimos três anos na última sexta-feira (26), o Handelsblatt traz logo dois artigos em sua edição de segunda-feira (29). Um sobre as esperanças de ajuda por parte do FMI, o outro sobre possíveis efeitos da crise brasileira sobre as empresas européias.

O primeiro, intitulado "O Brasil espera ajuda do FMI", descreve como a situação foi piorando de forma dramática a partir da crise da Argentina. Um número cada vez maior de bancos de investimentos conta com uma moratória. A classificação do Brasil como país de alto risco para investimentos motivou uma fuga de capital e os títulos da dívida pública brasileira só conseguem comprador nos EUA com mais de 20% de juros. A desvalorização do real agrava a crise financeira e econômica, e a provável vitória da esquerda nas eleições presidenciais aumenta a incerteza.

Cobaia de novo modelo do FMI contra insolvência? Diante desse cenário, as atenções se voltam para o Fundo Monetário Internacional, que já concedeu ao Brasil 41,5 bilhões de dólares após a crise da Rússia em 1998 e 15 bilhões em 2001. A ajuda virá, garantiu a vice-presidente do FMI, Anne Krüger, na semana passada.

Só que "os atores políticos decisivos teriam que dar uma espécie de garantia a esse acordo. Goldmann Sachs acha muito improvável que governo e oposição se sujeitem a isso. No Brasil, crê-se que Anne Krüger queira testar no país seu novo modelo de renegociação da dívida para evitar a insolvência de países emergentes", escreve o Handeslblatt.

Crise atinge empresas européias

Em seu outro artigo, "A crise no Brasil ameaça firmas na Europa", registra que o mercado de créditos está praticamente paralisado no país. Com a queda constante dos investimentos estrangeiros desde maio, as empresas se ressentem da falta de capital. Quanto às conseqüências para a Europa, observa:

"Ao contrário do que acontece na Argentina, a crise no Brasil afeta principalmente empresas européias e não somente bancos e companhias de abastecimento espanholas. O desaquecimento da conjuntura, agravado com a desvalorização do real, também afeta o desempenho econômico das subsidiárias de grandes empresas européias no Brasil. Elas estão mais representadas nos setores automobilístico (VW, DaimlerChrysler, Fiat, Renault, Scania e todos os fornecedores), comércio e alimentos (Carrefour, Ahold, Makro, Nestlé, Parmalat), telecomunicações (empresas da Espanha, Portugal e Itália), químico (Bayer, BASF) e energético (Voith, Siemens)."