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Ciência e Saúde

Crise na Ucrânia chega à Estação Espacial Internacional

Rússia anuncia para 2020 o fim de sua parceria no projeto espacial ISS, que conta com a participação de 15 países. Serviços de voo da Soyuz serão mantidos. Americanos esperam que Moscou mude de ideia.

Três dos seis tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), um russo, um japonês e um americano, retornaram nesta quarta-feira (14/05) à Terra, a bordo da nave russa Soyuz, após passarem 188 dias no espaço. Mas esse retorno foi ofuscado pelo anúncio de Moscou, na véspera, de que a Rússia se retirará do projeto.

"A partir de 2020, queremos investir nossos recursos financeiros em projetos espaciais voltados para o futuro", declarou o vice primeiro-ministro da Rússia e responsável pela pasta do Espaço e Defesa, Dimitri Rogozin, a agências de notícias.

Dessa forma, Moscou rejeitou a proposta da Agência Espacial Americana (Nasa) de estender a operação da ISS até 2024, ou seja, quatro anos a mais do que o planejado inicialmente. O anúncio do governo russo veio em meio à crise na Ucrânia e poucos dias após a União Europeia ampliar as sanções contra o país. Rogozin está entre as 11 autoridades russas até agora sancionadas pelos Estados Unidos, que tiveram suas contas congeladas no país e estão submetidas a restrições de viagem.

Até então a parceria espacial, que envolve as agências espaciais americana, russa e europeia e conta com a participação de 15 países, não havia sido afetada pelo conflito. Além de anunciar a saída do país do programa, Rogozin também declarou que Moscou irá proibir a venda dos mecanismos de propulsão russos RD-180, com que os EUA colocam satélites militares no espaço.

3 ISS-Astronauten zur Erde zurückgekehrt (Wakara, Tjurin und Mastracchio)

Wakata, Tyurin e Mastracchio recebidos com alegria no Cazaquistão

Marco da parceria russo-americana

A Rússia aparentemente manterá os serviços de voo da nave espacial Soyuz, que leva e traz a tripulação da ISS. Desde 2011, quando os Estados Unidos aposentaram seus ônibus espaciais, o governo americano paga mais de 60 milhões de dólares por cada astronauta enviado ao espaço. Essa dependência deve continuar até pelo menos 2017, quando a Nasa terá novamente uma nave própria.

A Nasa reagiu com cautela ao anúncio, afirmando que não recebeu ainda nenhum comunicado oficial sobre a decisão russa. "A cooperação espacial tem sido um marco das relações russo-americanas, inclusive durante o auge da Guerra Fria, e mais notavelmente nos últimos 13 anos consecutivos da presença humana contínua na Estação Espacial Internacional", divulgou em nota a agência.

Apesar dos planos russos de se retirar da ISS, Washington espera que a parceria continue para além de 2020. "Nós temos uma longa cooperação com os russos no nosso programa espacial e esperamos que ela continue", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jen Psaki.

Volta para casa

O russo Mikhail Tyurin, o americano Rick Mastracchio e o japonês Koichi Wakata pousaram nas estepes do Cazaquistão, após cerca de três horas de viagem desde a ISS, que orbita o planeta a 418 quilômetros de altitude. "Todos os tripulantes estão bem", afirmou um porta-voz do centro de administração de voos, que fica próximo a Moscou.

Durante a temporada na estação espacial, os três realizaram de uma série de experimentos, além de levar para o espaço uma tocha dos Jogos Olímpicos de Inverno 2014.

Para 28 de maio está programada a partida para a ISS, a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, de outros três novos tripulantes, um alemão, um americano e um russo. Segundo a Nasa, a estação espacial, que custou mais de 100 bilhões de dólares, pode ser operada até 2028.

CN/rtr/dpa/afp

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