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Economia

Crise financeira não afeta economia alemã, avaliam especialistas

Problemas deverão ficar restritos ao mercado financeiro, sem conter o bom desempenho da economia da Alemanha, prevêem analistas econômicos.

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Bolsa de Frankfurt foi influenciada pela crise e registrou queda na última sexta-feira

Depois da ação coordenada dos principais bancos centrais do mundo, que disponibilizaram bilhões de euros, dólares e ienes para garantir a liquidez dos seus sistemas bancários, especialistas consideram superado o perigo de um crash no mercado financeiro internacional.

O chefe do Deutsches Aktieninstitut, Rüdiger von Rosen, escreveu no jornal Frankfurter Neue Presse que há muitos sinais de que a turbulência causada pelos problemas com o crédito imobiliário nos Estados Unidos não é "uma tempestade duradoura, mas apenas trovoadas".

Os especialistas também não temem uma reviravolta nas bolsas de valores, que há meses passam por um bom momento. "Há muito dinheiro no mercado em busca de aplicações rentáveis", afirmou o economista-chefe do Deutsche Bank, Norbert Walter, ao diário Neue Presse , de Hannover.

Economia alemã

Já o analista econômico e conselheiro do governo alemão Bert Rürup disse não temer que a crise nos mercados financeiros possa ter reflexos negativos no bom desempenho da economia alemã. "Ainda não vejo nenhuma conseqüência grave na robusta conjuntura da Alemanha", declarou ao Berliner Zeitung .

A Confederação da Indústria Alemã (BDI) também se mostrou otimista. "A conjuntura na Alemanha e na Europa não é ameaçada por perigos iminentes originados da crise imobiliária americana", disse o economista da BDI Reinhard Kudiss ao mesmo jornal.

Para Rürup, "a crise ficará limita ao mercado financeiro, principalmente se o banco central se comportar de maneira inteligente e prover o mercado com liquidez. A conjuntura alemã permanecerá intacta”.

Primeira ação desde 11 de Setembro

O Banco Central Europeu (BCE) injetou cerca de 156 bilhões de euros entre quinta e sexta-feira no sistema financeiro da União Européia (UE) após sinais de que a crise norte-americana teria reflexos na Europa. Foi a primeira ação desse tipo desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Os bancos centrais do Japão, dos Estados Unidos, da Austrália, da Suíça e do Canadá disponibilizaram outros 200 bilhões de dólares aos seus sistemas financeiros. A ação deve continuar no início da próxima semana, segundo a avaliação de especialistas.

A crise no crédito imobiliário norte-americano aconteceu porque muitas pessoas não estão conseguindo honrar seus créditos hipotecários devido às elevadas taxas de juros cobradas. A crise afeta o segmento de crédito hipotecário "subprime" (com lucros mais elevados, mas de maior risco, pois os empréstimos são feitos a clientes com histórico de inadimplência ou com pouco dinheiro). Há muitos bancos alemães envolvidos nesse segmento do mercado norte-americano.

A crise teve reflexos nas bolsas de valores, já que as ações dos bancos caíram. O Dax, índice da Bolsa de Frankfurt, teve queda de 1,48% no fechamento desta sexta-feira, mas durante o dia o recuo superou os 2%. (as)

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