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Economia

Crise do setor financeiro afeta bancos na Europa

Falências de grandes empresas, escândalos de balancetes forjados nos EUA e a queda das bolsas prejudicaram o balanço dos bancos europeus no 1º semestre. Vários aumentaram as reservas de risco para a Argentina.

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Sedes do Dresdner Bank (d) e Deutsche Bank (e), em Frankfurt

O Dresdner Bank anunciou em Frankfurt, na quinta-feira (01), o corte de mais 3.000 empregos. O apertão no cinto vai resultar na supressão total de 11 mil postos de trabalho, dos atuais 50.900. O terceiro banco alemão, que agora pertence à seguradora Allianz, teve um prejuízo de 350 milhões de euros no segundo trimestre. O Deutsche Bank, maior banco da Europa, foi o único a nadar contra a corrente e aumentar seu lucro antes do pagamento de impostos em 35% para 2,2 bilhões de euros no segundo trimestre, e em 37% para 3,5 bilhões de euros no primeiro semestre.

Deutsche Bank vende participações

"Podemos nos orgulhar desse resultado", disse seu presidente, Josef Ackermann, sobretudo considerando-se "a situação sombria do setor". Ele atribuiu o êxito à redução de custos e ao corte de cerca de 14.500 empregos, que diminuirá o pessoal até 2003 para 84 mil funcionários em todo o mundo. No entanto, também aliviou o balanço o alto lucro com a venda de várias participações em empresas, entre elas nas seguradoras Munich Re e Allianz, que representaram cerca de 2 bilhões de euros. A operação equivale a "vender a prata da casa" em época de crise. Por isso, o lucro operacional de 900 milhões de euros do Deutsche Bank foi questionado pelos analistas de outros institutos de crédito.

O balancete dos concorrentes na França também não deixou margem a muita confiança no futuro. O francês BNP Paribas teve seus lucros diminuídos em 13% (um bilhão de euros), em relação ao segundo trimestre de 2001 e não conta com uma melhora dos mercados nos próximos meses. As reservas de risco foram aumentadas em 6,5% para 328 milhões de euros. Já o Societé Générale está em melhor situação, mas mesmo assim anunciou uma queda de 41% do lucro líquido, o que atribui, principalmente, a um aumento de 59% de suas reservas de risco.

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