Crise do euro é o principal desafio da presidência dinamarquesa da UE | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 01.01.2012
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Mundo

Crise do euro é o principal desafio da presidência dinamarquesa da UE

A Dinamarca, um país que não adota o euro, assume a presidência rotativa da UE no momento em que o bloco se encontra diante do desafio de salvar a moeda comum.

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Primeira-ministra Helle Thorning-Schmidt está há apenas três meses no cargo

A Dinamarca assumiu neste domingo (01/01) a presidência rotativa da União Europeia (UE) em meio à mais grave crise da história do euro. Os próprios dinamarqueses rejeitaram por duas vezes, em plebiscitos, a adoção da moeda comum europeia em detrimento da coroa dinamarquesa.

Mesmo fora da zona do euro, a primeira-ministra Helle Thorning-Schmidt, apenas há três meses no cargo, elegeu a salvação da moeda comum como prioridade da presidência escandinava. A Dinamarca, segundo ela, quer fortalecer a União Europeia nesses tempos difíceis e servir de ponte entre os países do euro e as nações com moedas nacionais.

Não deixa de ser irônico, porém, que, justamente em meio à mais grave crise da moeda comum, a UE venha a ser comandada por um país que não abandonou sua moeda nacional. "Vocês estão de fora, são um país pequeno e a senhora é nova aqui. Não temos nenhuma disposição em ouvi-la", teria dito o presidente francês, Nicolas Sarkozy, à primeira-ministra dinamarquesa durante a última cúpula da UE, em dezembro, em Bruxelas, segundo o jornal britânico Financial Times.

No encontro, Thorning-Schmidt disse a Sarkozy e à chanceler alemã, Angela Merkel, que gostaria de garantir o mais rápido possível o apoio dinamarquês ao acordo para salvamento do euro definido pelos dois líderes.

Mas isso não depende só dela: se a avaliação jurídica do novo acordo chegar à conclusão que a Dinamarca terá que abrir mão de parte da sua soberania em favor de Bruxelas, um novo plebiscito seria automaticamente necessário. E o resultado dele é incerto, pois Thorning-Schmidt, ex-eurodeputada entre 1999 e 2005 e vista como uma política pró-Europa, está com popularidade em baixa atualmente em seu país.

Poderes menores

A Dinamarca faz parte da União Europeia desde 1973 e já ocupou a presidência rotativa por seis vezes, a última delas em 2002. Desde então, a União Europeia mudou muito, principalmente com a expansão para o sul e o leste, ambas apoiadas pela Dinamarca.

Em contraste com outros países europeus, a Dinamarca não tem encontrado dificuldades para conseguir dinheiro no mercado financeiro. Uma recente emissão de títulos resultou em juros extremamente baixos, quando não negativos – ou seja, os dinamarqueses terão que devolver aos investidores menos do que estes investiram. A diferença é mínima, mas contrasta com os elevados juros pagos por países como a Itália.

A Dinamarca assume o comando da UE sucedendo a Polônia, que encerrou os seus seis meses com um balanço de tons pessimistas. "Não posso dizer que a Europa, no final de 2001, está mais unida do que há seis meses", declarou o primeiro-ministro Donald Tusk ao Parlamento Europeu. Segundo ele, a Europa está diante da escolha de seguir o caminho da união ou adotar o caminho do egoísmo nacionalista.

As presidências semestrais rotativas da União Europeia não despertam mais tanta atenção, porque perderam importância com a criação da presidência permanente do Conselho da UE, atualmente ocupada pelo belga Herman van Rompuy. A presidência permanente foi criada em 2009, com a adoção do Tratado de Lisboa.

AS/dpa/afp
Revisão: Marcio Damasceno

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