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Economia

Crise de consumo não afeta vendas online

Os alemães gastaram uma média de 430 euros nas suas compras pela internet, nos últimos três meses. O e-commerce contraria a tendência geral do comércio varejista, com um crescimento percentual de dois dígitos.

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Caiu o volume de venda nas lojas, mas o comércio pela internet cresceu em 2002

O dinamismo de crescimento do comércio pela internet na Alemanha diminuiu um pouco no ano passado: após taxas anuais de crescimento de 100% nos anos de 1999 a 2001, o shopping eletrônico aumentou "apenas" 60% em 2002. O faturamento do e-commerce somou cerca de 8,5 bilhões de euros, o que correspondeu a 1,6% do volume total de negócios do comércio varejista na Alemanha. A título de comparação: as vendas totais pela internet no Brasil somaram, em 2002, o equivalente a menos de 340 milhões de euros.

Para 2003, a Federação Alemã do Comércio Varejista (HDE) prevê um crescimento dos negócios online da ordem de 38%, atingindo o volume total aproximado de 11 bilhões de euros. A evolução vivida pelo setor nos dois primeiros meses do ano confirmou o prognóstico otimista, que poderá até mesmo ser superado, caso a tendência se mantenha. O montante previsto de 11 bilhões de euros corresponderia então a cerca de 2,1% do volume total de negócios do varejo alemão.

Empresas veteranas

Os maiores beneficiados pela evolução positiva do e-commerce são as grandes empresas de vendas por encomenda postal. Os conhecidos catálogos de expedidoras como Otto, Quelle ou Neckermann podem ser consultados hoje através da internet e os pedidos podem ser feitos online. O aproveitamento de uma infra-estrutura de entregas já existente fez com que as vendas pela internet constituíssem, para tais firmas expedidoras, apenas uma forma adicional de obter encomendas. Os custos gerados pelas respectivas lojas virtuais são praticamente irrisórios e são inteiramente cobertos pelo volume crescente dos negócios online, mesmo na atual época de crise.

Nos últimos meses, nota-se também um crescimento inusitado de um outro setor do e-commerce: o das vendas de veículos novos ou usados. Por exemplo, 8,2% do comércio de motocicletas já são realizados através da internet. E a tendência continua sendo de aumento. Também no caso de carros usados, é cada vez maior o número de compradores que busca – e encontra – o veículo desejado através da rede.

Diversas bolsas online de automóveis dispõem de um enorme banco de dados sobre as ofertas de todo o país. O comprador potencial pode buscar o carro desejado com indicações precisas de marca, modelo, ano de fabricação, cor, acessórios e faixa de preço, em toda a Alemanha ou apenas num determinado raio de distância de sua residência. Encontrado o carro, basta procurar a firma vendedora para examinar pessoalmente o veículo e fechar o negócio.

Pequenas firmas têm pouca chance

Ao contrário do que se acreditava na euforia inicial da chamada new economy, o comércio online revelou-se como pouco apropriado para as firmas pequenas e médias. Elas geralmente não dispõem de capital e de infra-estrutura para concorrer com o enorme estoque das tradicionais empresas de venda por via postal. Sua única chance é quando descobrem um nicho ainda não explorado no comércio virtual, o que dificilmente acontece.

Nem todos os produtos são apropriados para a venda pela internet. Segundo o especialista Kai Hudetz, da empresa ECC (E-Commerce-Center) de Colônia, a comercialização online de produtos digitalizados – como música, software e vídeos – deverá passar por uma verdadeira revolução nos próximos anos. Mas também outros produtos são considerados por ele como ideais para a venda por internet: artigos elétricos e eletrônicos de marca conhecida, assim como livros e outros produtos que permitam uma rápida comparação de preços entre as diversas lojas virtuais.

Como artigos sem grande chance de êxito no e-commerce, Kai Hudetz cita os gêneros alimentícios perecíveis (que exigem uma logística extremamente eficiente), assim como os produtos com os quais os clientes associam uma satisfação pessoal na escolha do produto e na compra in loco. Por exemplo, roupas de grife ou jóias de grande valor.

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