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Esporte

Crise conjugal em Munique

Divórcio à vista entre Élber e Bayern, que reclama do mau desempenho do cônjuge entediado. Para encontrar novo par, o mais bem sucedido atacante estrangeiro da Bundesliga tem de mostrar serviço a quem ainda o sustenta.

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Desembarque está previsto para 2004, mas pode ser antecipado

No sexto ano de casamento, Élber cansou do Bayern de Munique. O brasileiro chegou a começar bem a temporada e liderou a artilharia do Campeonato Alemão. Mas, como todos no time, o atacante aos poucos perdeu o embalo. Seus dois últimos gols foram marcados em 26 de outubro, no vergonhoso empate de 3 a 3 com o Hannover 96, em casa. Desde então o Bayern mantém-se líder da Bundesliga graças à incapacidade dos adversários e, no cenário europeu, foi surpreendentemente eliminado da Liga dos Campeões.

A escassez de gols transformou o mais bem sucedido atacante estrangeiro da Bundesliga (121 gols em 235 jogos) em alvo da exigente e feroz diretoria do Bayern. "Santa Cruz já é melhor que Élber", cutuca o presidente Franz Beckenbauer, referindo-se ao paraguaio de 21 anos que vem conquistando a posição do peruano Pizarro como titular no ataque do recordista de títulos da Alemanha.

O técnico considera fracassada sua estratégia de tentar motivar o brasileiro ao nomeá-lo vice-capitão do time. "Eu esperava que ele liderasse a equipe", desabafa Ottmar Hitzfeld. Desde a saída do armador Stefan Effenberg, o posto de capitão cabe a Oliver Kahn. Mas muitos acham difícil um goleiro comandar um time devido a suas limitações em campo.

Irritação com críticas

As reclamações, sempre exploradas à exaustão pela imprensa, irritam o atacante. "Às vezes falta um pouco de respeito", queixa-se Élber. "Sempre pagamos o salário dele pontualmente. Atualmente este é o maior sinal de respeito que se pode ter com um jogador", rebate o diretor Uli Hoeness, numa referência à crise financeira nos clubes alemães e europeus, como na Itália, onde os atrasos de salários tornaram-se constantes.

Com a chegada do inverno, o ânimo de Élber permanecer no futebol alemão esfriou de vez. O atacante tem reafirmado que seu atual contrato é o último com o Bayern. "Pode vir o Franz (Beckenbauer) ou Jesus Cristo: 2004 é o fim", assegura. Seu desejo é ir para a Espanha ou Portugal, onde "os hábitos são mais parecidos com os brasileiros". Isto sem falar no clima e no idioma, embora o atacante fale alemão fluente.

Transferência talvez ainda em 2003

Ele não esconde sua vontade, porém, de transferir-se para o futebol ibérico já ao fim da atual temporada. Sempre que pode, Élber lembra que, se esperar até o fim do contrato, o Bayern de Munique não ganhará um centavo com a transferência. Se for antes, o novo clube pagará ao bávaro uma indenização pela rescisão do contrato. "Caso o valor seja razoável, ele pode ir no próximo verão (europeu)", aceita o diretor Hoeness, desde que o brasileiro se encarregue de procurar o novo empregador.

O Bayern parece contar que Élber conseguirá seu objetivo e já busca um sucessor. O mais forte candidato é Klose, da Seleção Alemã e do superendividado Kaiserslautern, ameaçado de rebaixamento na Bundesliga – está na penúltima colocação. "Klose é bom. Mostrou isto na Copa do Mundo", atesta o brasileiro. "Caso Élber fique até o fim de junho de 2004, então não precisaremos de nenhum reforço antes disso", deixa claro Hoeness.

Élber está agora diante de um dilema. Para conseguir um bom contrato na Espanha, precisa provar que ainda é um goleador, aos 30 anos. "Vou terminar esta temporada com mais gols do que na anterior", promete o artilheiro. Na passada, foram 17 gols. Na atual, fez 10 até agora. No entanto, quanto melhor jogar, maior será a indenização que o Bayern cobrará para liberá-lo no meio do ano, dificultando uma transferência.

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