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Brasil

"Crise complica guerra contra o Aedes no Brasil"

Imprensa europeia aborda temor das autoridades brasileiras com disseminação do zika. "Menos mal que o governo, já abalado por escândalos, agora tenha reconhecido a gravidade da situação", escreve o jornal alemão "FAZ".

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Aplicação de inseticida em Sambódromo do Rio

Jornais europeus repercutiram, em reportagens e comentários publicados nesta semana, o atual temor do governo brasileiro com a disseminação de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como o vírus zika, entre turistas estrangeiros. As Olimpíadas do Rio de Janeiro também são motivo de receio. Alguns artigos criticam, ainda, a lentidão as autoridades, que teriam demorado para reconhecer a gravidade do problema.

Le Monde, França

"A grave crise econômica, política e orçamentária que o país enfrenta complica a guerra contra o Aedes aegypti. A dias do Carnaval carioca, a paranoia cresce na cidade que vai sediar os Jogos Olímpicos em agosto. Os serviços de saúde têm fumegado inseticida no Sambódromo, onde os desfiles das escolas de samba ocorrerão, assim como competições de tiro de arco e flecha durante os Jogos Olímpicos. O ministro da Saúde também recomendou às mulheres que 'evitem a gravidez no momento'".

El País, Espanha

"Fevereiro é o mês do Carnaval, quando a maioria dos turistas estrangeiros é recebida no país. Há também no país medo do que possa acontecer durante o mês de agosto, quando são realizados os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro: o Brasil receberá visitantes de todo o mundo que nunca tiveram contato com o vírus transmitido pelo mosquito e são, portanto, suscetíveis à infecção. É possível que, se as autoridades de saúde do Brasil tivessem reagido mais cedo, alguns casos tivessem sido impedidos."

Público, Portugal

"Na segunda-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, admitiu que o país 'está perdendo feio a guerra' contra o Aedes, uma declaração que incomodou a presidente Dilma Rousseff por soar como uma derrota do governo. Não há dados precisos sobre o número de brasileiros infectados com este vírus – entre meio milhão e um milhão e meio, segundo as estimativas. Mas o dado mais alarmante é o aumento substancial de recém-nascidos com microcefalia."

Frankfurter Allgemeine Zeitung, Alemanha

"Menos mal que o governo de Brasília, já abalado por escândalos de corrupção, agora tenha reconhecido a gravidade da situação. Quando, em maio passado, o então ministro da Saúde Arthur Chioro foi confrontado com a notícia de que no Nordeste foi detectado um surto de doenças causadas pelo vírus zika, ele disse: 'O vírus zika não nos preocupa, é uma doença inofensiva.' Já o sucessor de Chioro, Marcelo Castro, declarou a 'guerra total' contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika."

The Guardian, Inglaterra

"Sem uma vacina contra o zika e com pouca informação em relação aos casos de microcefalia, o Brasil tem poucas opções para lutar contra a proliferação do vírus e com o defeito de nascimento. (…) O país desesperadamente tenta elevar o alerta sobre o vírus e encorajar a população a combater o mosquito. O Carnaval e os Jogos Olímpicos aumentam a preocupação."

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