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Economia

Crise brasileira também pode afetar a economia alemã

A crise de confiança na economia brasileira é sentida também por investidores alemães, segundo um artigo publicado pelo diário "Süddeutsche Zeitung", de Munique, na sua edição desta quarta-feira (26).

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Euforia da Copa pode impulsionar a economia brasileira

No artigo "Gigantische Schuldentürme" ("Gigantescos Amontoados de Dívidas"), o autor Gerd Zitzelsberger afirma que o Brasil é apenas um parceiro comercial de terceira categoria para a Alemanha, sendo destino de menos de 1% das exportações alemãs. Tampouco os bancos alemães dispõem de grande volume de títulos da dívida brasileira ou de negócios de crédito com o Brasil. "Apesar disto", escreve Zitzelsberger, "a crise internacional de confiança envolvendo a dívida brasileira estende a sua sombra também sobre a Alemanha." Na opinião do jornalista, a crise prejudicará ainda mais o clima dos negócios de crédito, reduzirá a disposição ao risco e, com isto, será um freio para o crescimento econômico.

Em tempos normais, um agravamento da crise no Brasil "seria amargo para determinados investidores, bancos ou exportadores alemães; mas o efeito seria irrelevante para a economia em seu todo". Porém, segundo Zitzelsberger, os tempos atuais não são normais, sendo marcados por toda uma série de falências de grandes empresas, além de inadimplências estatais como a da Turquia e, principalmente, a da Argentina. Nesse contexto, até mesmo pequenos montantes podem causar grandes danos, quando ficam ameaçados de perda.

O autor cita Morgan Harting, um analista da agência de rating Fitch, segundo o qual as crises de endividamento dos países emergentes no passado tiveram efeitos negativos também fora das próprias fronteiras. A única exceção, até agora, teria sido a Argentina, o que se explicaria pelo fato de que a crise platina já era esperada de antemão. No caso do Brasil, afirma Harting, a crise veio inesperadamente.

O impulso da Copa

Num outro artigo do mesmo diário, o jornalista Marc Hujer aborda análises feitas tanto pelo banco de investimentos Goldman Sachs como pelo banco londrino HSBC sobre os efeitos econômicos da Copa do Mundo. Segundo tais estudos, já estaria cientificamente comprovada a influência positiva da vitória no campeonato mundial de futebol sobre a evolução da economia e do mercado financeiro nos países vencedores. O crescimento econômico dos campeões foi, em média, 9% mais alto que dos demais países, no ano da Copa.

Segundo Hujer, o centro mundial das finanças – a Wall Street – já escolheu há muito o seu favorito em Yokohama. Naturalmente, o Brasil. "Pois o real brasileiro, em queda, tornou-se uma preocupação séria para o sistema financeiro mundial e a Wall Street teme que o país se decida (...) por uma troca de poder, em favor do candidato do Partido dos Trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva", escreve Marc Hujer. (am)