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Economia

Crise bancária espanhola se agrava e preocupa mercados

Crise bancária espanhola se agrava, pondo país no centro do drama da dívida europeia. Madri nega que venha a pedir ajuda da União Europeia. Bruxelas confia que a Espanha superará crise bancária com suas próprias forças.

A crise bancária espanhola se intensifica e coloca a quarta maior economia da zona do euro no centro do drama da dívida europeia. No entanto, Madri quer sair do redemoinho com suas próprias forças. Apesar de serem necessários mais de 23 bilhões de euros para o saneamento do banco espanhol Bankia, o governo acredita que consegue reverter a situação sem ajuda externa.

Os mercados financeiros continuam extremamente nervosos. O euro se recuperou na segunda-feira, ainda que temporariamente, das grandes perdas sofridas na semana passada.

Madri não quer ajuda europeia

"Não haverá programa de resgate europeu para as instituições financeiras espanholas", garantiu o primeiro-ministro Mariano Rajoy nesta terça-feira (28/05). De acordo com a vice-ministra do Orçamento Marta Fernandez Currás a recapitalização dos bancos já foi iniciada. Ela afirmou que o Estado irá fornecer os meios disponíveis necessários. "Uma operação de resgate em nível europeu não é preciso", assegurou.

No entanto, Rajoy admitiu que, para a Espanha, atualmente é "muito difícil" levantar capital novo nos mercados financeiros. O prêmio de risco para títulos do governo espanhol subiu a níveis recordes de mais de 500 pontos básicos. Isso significa que a Espanha tem que, em comparação com a Alemanha, oferecer juros tão altos como nunca desde a introdução do euro.

Enquanto a Alemanha – tida como referência pelos investidores como um dos devedores mais confiáveis – paga juros tão baixos como nunca para dívidas de dez anos (1,37%), a Espanha tem que pagar 6,41%. Taxas de juros tão altas são consideradas insustentáveis a longo prazo.

Entretanto, na interpretação de Rajoy, isso não tem nada a ver com a crise do Bankia. "Todo mundo sabe que a Espanha faz tudo para reduzir o seu deficit. Mas há uma incerteza geral em relação à situação na Grécia ", disse o chefe de governo.

A União Europeia (UE) continua confiando na capacidade dos espanhóis de superar a crise bancária sozinhos. "Estamos confiantes de que todas as medidas necessárias sejam tomadas para reestruturar o setor bancário", afirmou Amadeu Altafaj-Tardio, porta-voz do comissário da UE para assuntos monetários, Olli Rehn.

Radicais de esquerda com força na Grécia

Na Grécia, três semanas antes das novas eleições, parece que o conservador Nova Democracia e a coalizão da esquerda radical Syriza devem protagonizar uma disputa apertada pelo primeiro lugar. Quatro sondagens representativas veem os conservadores como a força mais forte.

Os radicais de esquerda, porém, vêm logo depois, enquanto o socialista Pasok continua caindo na preferência do eleitorado. Em todas as pesquisas divulgadas na mídia grega, mais de 80% dos entrevistados querem que a Grécia continue na zona do euro. Na opinião dos especialistas em demoscopia, partido algum conseguirá a maioria absoluta no Parlamento. Até as novas eleições, dia 17 de junho, a Grécia é liderada por um governo interino.

MD/dpa/rtr/dadp
Revisão: Carlos Albuquerque

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