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Economia

Crise argentina e conjuntura dominam encontro do G-7

As perspectivas da economia mundial estão mais otimistas desde que se notaram os primeiros indícios de recuperação nos EUA. A crise na Argentina e a recessão no Japão, porém, dão motivo a preocupação.

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Bancos reabrem na Argentina

Os ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G-7, o grupo das 7 principais nações industriais, reúnem-se neste fim de semana, em Ottawa, para discutir as perspectivas da conjuntura econômica mundial. O encontro no Canadá será marcado pela crise na Argentina, a recessão no Japão e os primeiros indícios de uma recuperação nos Estados Unidos. Também consta da agenda o combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

O ministro alemão das Finanças, Hans Eichel, cancelou sua participação por motivos de saúde, sendo representado pelo subsecretário de Estado Kaio Koch-Weser, que é teuto-brasileiro. O otimismo com respeito ao reaquecimento da economia mundial aumentou, segundo o governo alemão. Enquanto os EUA contam com uma retomada do crescimento "num futuro breve", após 11 reduções de juros e a diminuição dos impostos no ano passado, a recuperação ainda parece muito incipiente nos países da zona do euro. A Alemanha, por exemplo, maior economia da zona do euro, conta com um crescimento real de apenas 0,7% em 2002.

Incentivos à conjuntura - O secretário norte-americano do Tesouro, Paul O'Neill deve insistir para que seus colegas do Canadá, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha e Itália adotem medidas de apoio à conjuntura, para provocar uma nova arrancada da economia. "Elevar o nível de vida em todo o mundo é o objetivo mais importante e todos os membros do G-7 devem contribuir para um crescimento forte e dinâmico, a fim de tornar isso possível", disse O'Neil, nesta sexta-feira.

Encontro não prevê ajuda à Argentina - O G-7 deverá encorajar a Argentina a elaborar, juntamente com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um programa amplo e consistente, "o mais rápido possível", segundo fontes do governo de Berlim. A perda de capitais no setor bancário é um dos maiores problemas e a crise financeira estaria afetando também muitos bancos estrangeiros. Não está previsto, porém, nenhum programa especial de ajuda à Argentina.

O Japão deverá ouvir duras críticas a portas fechadas. Os progressos prometidos pelo primeiro-ministro Junichiro Koizumi não seriam perceptíveis, segundo o analista Morris Goldstein, do Washington Institute for International Economics. Não apenas os bancos como também as seguradoras japonesas teriam que ser saneadas, segundo o governo alemão. A recessão japonesa já dura 11 anos. A alta do dólar frente ao iene também é motivo de preocupação.

Lavagem de dinheiro e terrorismo - Quanto ao combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades terroristas, já foram bloqueadas contas em 149 países, no valor de 104 milhões de dólares, após os atentados de 11 de setembro, informou o secretário norte-americano Paul O'Neill. "Mas nós podemos fazer mais do que isso", observou. Ele pretende coordenar novas ações com os países do G-7. A Alemanha está atrasada em algumas medidas e ainda não conseguiu criar uma comissão de investigação para averiguar recursos que possam estar ligados ao terrorismo.