Crise argentina afeta pequenos investidores alemães | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 04.01.2002
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Crise argentina afeta pequenos investidores alemães

Títulos argentinos eram apreciados por oferecerem juros altos. O montante eleva-se a 20 bilhões de euros.

default

A moratória decretada pelo gabinete de Eduardo Duhalde (esq.) também atinge investidores alemães

Estima-se em 20 bilhões de euros o montante de papéis emitidos em marco alemão ou euro que serão afetados pelo defaut – o calote dos pagamentos.

Os bancos alemães já haviam diminuído drasticamente, desde há alguns meses, seus negócios com títulos argentinos, temendo o calote. A moratória da Argentina não significa, porém, que os investidores deverão jogar no lixo seus papéis, afirmam os analistas alemães. O mais provável é haver um acordo.

A Argentina atravessa atualmente a mais série crise econômica e financeira da sua história. O total da dívida pública do país eleva-se a US$ 141 bilhões. No final de dezembro o governo suspendera oficialmente o pagamento da dívida externa, o calote era apenas uma questão de tempo.

Reflexos do calote na Europa

Pequenos investidores de outros países europeus também sairão perdendo com a crise argentina. Além dos 20 bilhões de euros em capitalizações de marco alemão e euro, a Argentina emitiu títulos em lira italiana e peseta espanhola.

"E isto são apenas os Bonds argentinos, pois há também os títulos das províncias argentinas e outros emitidos por empresas estatais", afirmou um analista alemão. Só a cidade de Buenos Aires tem dívida de 2 milhões de euros em marco alemão e euro.

Bancos mantêm silêncio

Os bancos alemães têm evitado fornecer detalhes sobre a venda de títulos argentinos a pequenos investidores. Um funcionário do Deutsche Bank disse claramente." Decidimos não comentar este tema".

Até que ponto os pequenos investidores irão recuperar seu dinheiro, é difícil fazer qualquer previsão. "Não temos nenhuma experiência com uma moratória de tal dimensão – é a maior da história", disse Horst Schöneborn, analista do banco WestLB de Düsseldorf. Na melhor das hipóteses temos de abrir mão de parte dos juros, disse ele.

O mais provável, entretanto, é que os investidores recebam apenas uma parte do valor nominal dos seus papéis.