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Economia

Crescimento sustentável une Brasil e Alemanha

Grupo BRICS+G, que também inclui países como África do Sul, Rússia, China e Índia, debate em Berlim projetos que combinam desenvolvimento e respeito ao meio ambiente com qualidade de vida.

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Água: entre as principais preocupações

A Alemanha associou-se ao Brasil e a mais quatro países em desenvolvimento com grande potencial econômico – China, Índia, África do Sul e Rússia – para discutir estratégias de desenvolvimento sustentável, formando um grupo batizado de BRICS+G.

Nos últimos meses, representantes do governo, sociedade civil e empresas privadas dos seis países-membros discutiram maneiras de garantir crescimento econômico com reduzido impacto nos recursos naturais. Os resultados destes painéis regionais serão aparesentados a partir deste domingo (04/09), em Berlim, em uma conferência internacional. A partir deste encontro, poderão ser definidas parcerias entre os países-membros.

Todos os países enviarão representantes de instituições ligadas à preservação ambiental, tanto de órgãos oficiais quanto de universidades e organizações não-governamentais. O Brasil terá uma comitiva que representa a sociedade como um todo: Gilney Viana, secretário de políticas de sustentabilidade do Ministério do Meio Ambiente; Marcel Bursztyn, diretor do centro de desenvolvimento sustentável da Universidade de Brasília; Roberto Smeraldi, diretor da ONG Amigos da Terra; e Celina Borges, do Instituto Ethos, de São Paulo.

Agenda cheia

Windrad, Windenergie, Energie

Energia eólica: sem poluição

De acordo com a Organização das Nações Unidas, a busca pelo desenvolvimento sustentável tem de considerar a necessidade de crescimento da economia, justiça social e a preservação do meio ambiente.

O grupo BRICS+G tem o objetivo de tirar do papel as metas da Agenda 21, desenvolvida durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, e que cobre áreas como agricultura, biotecnologia, energia, finanças, florestas, turismo, saneamento básico, transporte, crescimento urbano e industrial, água, acesso a tratamento de saúde e turismo ecológico.

No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente atua em diversas frentes para reduzir os impactos do crescimento – populacional e econômico – na natureza. Uma das estratégias é promover no país o conceito de consumo sustentável. A idéia é conscientizar a população de que os recursos naturais e de produção de energia são limitados, promovendo o uso responsável da água, eletricidade e de materiais recicláveis.

Este tipo de iniciativa já pode ser notada em várias esferas de governo. Nos últimos meses, a Prefeitura de São Paulo, por exemplo, fez uma campanha nos metrôs e ônibus da cidade para que as pessoas diminuíssem o tempo embaixo do chuveiro.

Desperdício e selo verde

Entre as práticas recomendadas pelo Ministério do Meio Ambiente para que se evite desperdícios está o uso racionado de eletricidade durante o horário de pico de consumo (entre 18 e 21 horas), banhos de no máximo cinco minutos, controle de vazamentos em banheiros e cozinhas. A população pode ainda evitar abrir a porta da geladeira sem necessidade, usar máquinas de lavar louça e roupa somente com capacidade máxima e regar as plantas e lavar o carro com baldes em vez de mangueira.

Ölförderung in Indien

Petróleo: exemplo de material não-renovável

Outra proposta do governo brasileiro para incentivar a produção ecologicamente correta é a criação da rotulagem ambiental, também conhecida como "selo verde". A exemplo do que ocorre na Alemanha desde o fim da década de 1970, o Brasil também pretende incentivar a produção diferenciada, que visa o atendimento ao consumidor preocupado com o meio ambiente. O "selo verde" brasileiro, de caráter oficial, serviria também para despertar a atenção de um maior número de brasileiros sobre a necessidade de padrões ecologicamente responsáveis de produção.

No papel

Entretanto, assim como os governos envolvidos, entidades como a GTZ (Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit), diretamente envolvidas no grupo de discussão BRICS+G, têm a consciência de que a busca por padrões de desenvolvimento sustentável em países como Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul será longa.

"No Brasil, o caminho para uma política coerente de crescimento sustentável é ainda longo, mas uma conferência de ecologia desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente dará seguimento ao trabalho do grupo BRICS+G no segmento de sustentabilidade", afirma o texto de apresentação da reunião.

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