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Economia

Crescimento econômico só com igualdade social

Relatório do Banco Mundial coloca redução de desigualdades sociais como prioridade número um no combate à pobreza e o cumprimento das Metas do Milênio da ONU.

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Desrespeito social impede desenvolvimento

O crescimento econômico dos países em desenvolvimento precisa necessariamente passar pela inclusão social das camadas mais pobres da população, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Mundial 2006, apresentado pelo Banco Mundial nesta segunda-feira (12/09), em Berlim. "Igualdade de chances (entre os diferentes grupos sociais) e prosperidade andam de braços dados", afirmou o economista-chefe do banco, François Bourguignon.

O relatório, que recebeu o título "Igualdade e Desenvolvimento", aconselha que os países pobres busquem a universalização do acesso à educação e à saúde. A redução das desigualdades de renda também é outro ponto-chave para o desenvolvimento da África e da América Latina, onde as diferença entre ricos e pobres não foi significativamente reduzida nas últimas décadas. A preferência em atender às necessidades das elites gerou, durante muito tempo, custos sociais para a toda a população dessas regiões, avaliou Bourguignon.

Redução de conflitos

Diamantenmine in Sierra Leone

Minas de diamante: fonte de conflitos

Outra pedra no caminho do crescimento econômico são os conflitos em diversos países em desenvolvimento. Para atingir as chamadas Metas do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU) – que prevêem a redução de 50% na pobreza do mundo até 2015 –, uma política mais ativa de prevenção e solução de conflitos é essencial, de acordo com o Centro Internacional de Conversão de Bonn (BICC), que visa o desarmamento mundial. Porém, só desarmar não basta. Segundo a BICC, a ONU precisa criar um fundo global para auxílio a regiões que são palco de guerras e conflitos armados.

A ministra alemã de Cooperação Econômica, Heidemarie Wieczorek-Zeul, afirmou que a Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU), que começa nesta terça-feira (13/09), em Nova York, tem de priorizar o combate à pobreza: "É um escândalo que precisa terminar. Trinta mil crianças morrem ao dia de doenças facilmente preveníveis".

Avanço e estagnação

Entretanto, há também boas notícias – e elas vêm especialmente da Índia e da China, países que cresceram muito na década de 90, embora ainda apresentem situação social bem longe do ideal.

Armut in China Ein Mann mit seinem Kind bettelt auf einer Straße in Shanghai

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Nas demais regiões, porém, as grandes desigualdades sociais continuam a impedir o desenvolvimento mais rápido da economia. De acordo com o Banco Mundial, investimentos em infra-estrutura, combate à corrupção, respeito aos direitos de propriedade e eliminação de monopólios são outras formas de gerar desenvolvimento econômico.

Caso o preço do petróleo continue a subir, o Banco Mundial prevê ainda mais dificuldades no cumprimento das metas do milênio. Isso porque enquanto as nações desenvolvidas tiveram de pagar mais pelo óleo cru, a tendência é de queda no preço de outras matérias-primas, principais fontes de renda dos países pobres. Neste sentido, a produção de combustíveis alternativos pelas nações em desenvolvimento pode ser uma boa forma de combater uma eventual redução dos ganhos com exportações.

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