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Economia

Crescimento econômico depende de fomento social

A globalização justa só ocorrerá se os governos e empresários valorizarem o aspecto social. A afirmação foi feita pelo sociólogo alemão Claus Offe, durante o Fórum Social Mundial.

Globalização e Estado Social foi o tema da palestra proferida pelo sociólogo, politólogo e professor da Universidade Humboldt de Berlim Claus Offe, na tarde de sexta-feira (01), em Porto Alegre. Ele frisou que os governos costumam criar programas para estimular o crescimento econômico sem considerar os aspectos sociais, imprescindíveis para um desenvolvimento realmente justo.

Offe citou o exemplo da política adotada pelo ministro das Finanças da Alemanha, Hans Eichel, que deseja criar mais empregos inserindo a mão-de-obra ociosa em trabalhos alternativos, como os por tempo limitado e de meio turno. Essa solução, segundo o catedrático, não seria sustentável a longo prazo. Isto porque a sociedade não está preparada para uma mudança de seus valores básicos. O alemão almeja um emprego fixo, com a garantia de usufruir benefícios sociais e de saúde, além de um rendimento mensal que lhe propicie conforto e bem-estar.

Outro aspecto pouco considerado é o da chamada economia informal, que cresce a despeito dos esforços do governo em acabar com o trabalho que não reverte em arrecadação de impostos. Cerca de 30% da mão-de-obra ativa na Alemanha não tem um emprego convencional, vivendo, por exemplo, de biscates e atividades sem carteira assinada.

Os autônomos, embora paguem impostos, não têm direito a todos os benefícios concedidos a um trabalhador comum. Esse quadro, de acordo com Offe, precisa ser revisto. A falta de visão social tem sido uma barreira invisível para o crescimento econômico, não só nos países mais desenvolvidos.

Críticas à União Européia

A União Européia fiscaliza a estabilidade da economia de seus países-membros em âmbito global. A cúpula tem exigido que o mercado cresça, ressaltando que não interferirá na soberania de cada nação. Offe considera esta postura errônea. De nada adianta exigir um incremento da economia européia se a própria UE não regular uma política social que garanta benefícios aos trabalhadores e perspectiva de ocupação para os desempregados.

Atualmente a UE desconsidera os aspectos sociais que envolvem o processo de crescimento de mercado, destacou Claus Offe, autor de vários livros sobre contradições entre o capitalismo e Estado social.

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