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Mundo

Cresce pressão internacional por cessar-fogo em Gaza após sete dias de conflito

Instâncias internacionais tentam negociar um cessar-fogo. Hamas só aceita trégua se Israel acaitar suas condições. Pela primeira vez, palestinos usam drones: um novo grau de sofisticação do arsenal, avaliam peritos.

Após uma semana de violência na Faixa de Gaza, potências internacionais aumentam os esforços diplomáticos para solucionar o conflito entre Israel e o Hamas, que já fez pelo menos 175 vítimas.

Nesta segunda-feira (14/07), a União Europeia (UE) anunciou estar mediando um cessar-fogo. "Nós pedimos a todos os lados que exercitem a máxima contenção, para que se evitem mortes e retorne a calma. Estamos em contato com as partes em conflito na região, para que façam o máximo no sentido de um cessar-fogo imediato", declarou a porta-voz de política externa da UE, Maja Kocijančič.

No domingo, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, igualmente pedira moderação, lembrando que é do interesse de israelenses e palestinos tomar medidas imediatas para o fim do conflito, ao invés de seguir para uma escalada perigosa.

Segundo o jornal israelense Ha'aretz, o secretário de Estado americano, John Kerry, telefonou para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, oferecendo auxílio para uma solução diplomática do conflito.

Hamas impõe condições

Apesar das tentativas de negociação, ainda não há indícios que apontem para um fim do conflito. Após 24 horas de pausa, militantes palestinos voltaram a lançar mísseis contra Tel Aviv. Em contrapartida, Israel manteve o bombardeio aéreo e naval sobre a Faixa de Gaza.

Como condições para uma suspensão das ofensivas, o Hamas exige o fim do bloqueio da Faixa de Gaza por Israel, a abertura da fronteira com o Egito em Rafah, a libertação de presos palestinos, além de uma renegociação da trégua estabelecida após a Guerra dos Oito Dias em 2012.

O líder da organização fundamentalista, Mushir al-Masri, declarou que o Hamas está preparado para continuar a luta e pronto para uma "longa, extensa batalha". "Falar em cessar-fogo requer esforços reais e sérios, que não vimos até agora. Qualquer cessar-fogo deve ser baseado nas condições que delineamos, nada menos do que isso será aceito."

Ataques continuam

O Exército israelense anunciou ter atacado nesta segunda-feira dezenas de alvos na Faixa de Gaza. Palestinos também teriam disparado mais de 20 mísseis contra Israel. Pela primeira vez, os militares israelenses registraram o uso de drones em ataques promovidos pelo Hamas.

Segundo fontes do Exército, um veículo aéreo não tripulado foi abatido próximo ao porto de Ashdod. A região está sendo vasculhada à busca de destroços, a fim de determinar se o equipamento carregava explosivos. O Hamas confirmou ter enviado três drones de fabricação própria para "missões especiais" no interior de Israel.

Segundo observadores, o emprego desse tipo de veículo representa um novo grau de sofisticação do arsenal palestino. "O Hamas está tentando de tudo para alcançar algum tipo de sucesso. Nós vamos continuar golpeando a ele e a outras organizações terroristas, até que a segurança dos cidadãos de Israel esteja garantida", declarou o ministro israelense da Defesa, Moshe Yaalon.

CN/rtr/afp/dpa

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