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América Latina

Cresce número de cubanos tentando chegar ilegalmente aos EUA

Após anúncio da retomada das relações diplomáticas, Guarda Costeira intercepta quase o dobro de cubanos fugindo da ilha comunista. Eles temem que política migratória mude.

Após o anúncio de que Estados Unidos e Cuba vão

reatar relações diplomáticas depois de 50 anos

, o número de cubanos tentando alcançar ilegalmente o território americano por mar praticamente dobrou em relação ao ano anterior, afirmou a Guarda Costeira dos EUA nesta segunda-feira (05/01).

Desde 17 de dezembro – data do anúncio histórico – autoridades americanas capturaram, interceptaram ou perseguiram 421 cubanos, segundo o porta-voz do sétimo distrito da Guarda Costeira em Miami, tenente-comandante Gabe Somma.

Na primeira metade do mês, 132 cubanos haviam sido impedidos de chegar à costa americana. E, em todo o mês de dezembro de 2013, as autoridades contabilizaram 222 cubanos tentando entrar ilegalmente nos EUA.

De acordo com a Guarda Costeira americana, o grande aumento no número de imigrantes cubanos foi impulsionado por rumores de que a chamada política de "pé molhado, pé seco" – que protege da deportação os cubanos se chegarem à costa dos EUA – poderia chegar a um fim em 15 de janeiro.

Mas autoridades americanas disseram que não há planos imediatos para mudar a política. O Congresso dos EUA teria que mudar a Lei de Ajuste Cubano ou o embargo comercial. "Não há mudança da lei de imigração. Esse rumor apenas está colocando as pessoas em perigo. Ele não é verdadeiro", garantiu Somma.

O número total de imigrantes que encaram as travessias perigosas rumo à costa dos EUA a partir do Caribe, incluindo Cuba e outros países, disparou no ano passado. De acordo com a Guarda Costeira, durante o ano fiscal encerrado em 30 de setembro, ao menos 5.585 haitianos, 3.940 cubanos e centenas de pessoas da República Dominicana e de outros países caribenhos tentaram chegar à costa americana.

Por quase 50 anos, os cubanos têm tido um privilégio exclusivo: a Lei de Ajuste Cubano tem garantido a eles um meio legal para obter uma residência e uma eventual cidadania. Ao longo dos anos, centenas de milhares de cubanos fizeram a travessia em jangadas até a Flórida ou entraram nos EUA por terra através do México, sabendo que não poderiam ser deportados. Já os cubanos capturados em alto mar normalmente são enviados de volta ao seu país.

Agora que os Estados Unidos e Cuba estão negociando o regresso pleno das relações diplomáticas, muitos cubanos se questionam por quanto tempo a política "pé molhado, pé seco" vai perdurar.

PV/ap

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