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Cultura

Cresce interesse por filmes latino-americanos

Acontecimento raro até há pouco tempo, a exibição de filmes do Brasil, México e Argentina multiplica-se nos cinemas alemães. Mas o sucesso na bilheteria depende também da distribuidora.

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Longa-metragem de Sandra Werneck chega aos cinemas alemães

A partir deste último dia de julho — quinta-feira é dia de lançamento de filmes na Alemanha —, os espectadores podem acompanhar nas telas dos cinemas alemães as idas e vindas de Carolina Ferraz e Murilo Benício, em suas três diferentes versões dos caminhos que pode tomar o relacionamento entre um homem e uma mulher. A comédia Amores Possíveis, segundo longa-metragem da brasileira Sandra Werneck, é o mais recente exemplo de uma lista que aumenta com rapidez cada vez maior: a de filmes latino-americanos que — geralmente depois de conquistar prêmios em festivais internacionais — atraem a atenção das distribuidoras alemãs e ganham assim a oportunidade de se tornar conhecidos também do público germânico.

Cidade de Deus, um sucesso excepcional

City of God, Cidade de Deus, Buscapé

Alexander Rodrigues no papel de Buscapé, em Cidade de Deus

O argentino O Filho da Noiva, os mexicanos Amores Brutos e O Crime do Padre Amaro, o brasileiro Central do Brasil são algumas das produções que conquistaram fãs entre os alemães. Mas o mais forte exemplo da nova onda latino-americana nos cinemas do país é Cidade de Deus. A crônica da vida na favela de Fernando Meirelles foi introduzida no circuito alemão por uma grande distribuidora, a Constantin, e conseguiu atrair 350 mil pessoas aos cinemas, uma marca excepcional para uma produção latino-americana. Mereceu também uma atenção fora do comum por parte da imprensa especializada do país.

Em regra, os filmes produzidos naquele continente são adquiridos por distribuidoras pequenas, que só conseguem exibi-los num número reduzido de cinemas e são obrigadas a tirá-los de cartaz após um curto espaço de tempo. Japón, uma co-produção mexicano-espanhola, por exemplo, teve bilheteria de 6300 espectadores em seis semanas; Tan de repente, filme argentino, foi visto por 6100 pessoas em quatro semanas. O desempenho do melodrama mexicano O Crime do Padre Amaro até chama a atenção: despertou a curiosidade de 21 mil pessoas.

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Cena de Japón

São números modestos, se comparados aos 850 mil espectadores que assistiram a Frida, a produção hollywoodiana da mexicana Salma Hayek, que também protagonizou o filme que retrata a pintora Frida Kahlo.

Apenas uma moda passageira?

Os críticos já se perguntam a que se deve o "milagre latino", mas, como Anke Sterneborg admitiu em recente artigo escrito para a revista epd-Film, ainda não encontraram uma explicação para ele. Ludwig Ammann, diretor da distribuidora Kool — que, aliás, está lançando Amores Possíveis —, não esquenta a cabeça em busca de motivos profundos. Quando o público enjoa de uma determinada moda — como a dos filmes asiáticos, que se manteve até há pouco tempo —, os formadores de tendências saem em busca de coisas novas, pura e simplesmente, diz ele.

Até uma olhada na programação da tevê confirma qual a tendência do momento. Só do Brasil, foram exibidos por dois grandes canais, neste mês, Bendito Fruto, de Sérgio Goldenberg, e O que é isso, companheiro?, de Bruno Barreto.

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