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Alemanha

Cresce frente contra cópia de seres humanos

Parlamento da Alemanha defende proibição global da clonagem humana. Projeto de lei a ser apresentado pelo governo deverá estabelecer parâmetros para a medicina reprodutiva no país.

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Pesquisas genéticas devem ter limites, exigem políticos alemães

Entre os políticos alemães, impõe-se a opinião de que toda e qualquer clonagem de seres humanos deve ser proibida. O Parlamento federal aprovou na quinta-feira (20), com ampla maioria, uma moção correspondente, apresentada conjuntamente pelas bancadas dos partidos Social Democrático (SPD) e Verde, governistas, e da União Democrata-Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU), da oposição. Nela, o governo é instado a empenhar-se por uma proibição, em todo o mundo, tanto da clonagem para fins reprodutivos quanto para fins terapêuticos. A Alemanha deverá desenvolver uma posição conjunta com a França e defender a proibição internacional perante a Assembléia Geral da ONU, em setembro. Uma tentativa iniciada pelos dois países em novembro passado malogrou por falta de consenso.

Violação da dignidade humana

Para o vice-líder da bancada dos verdes, Reinhard Loske, a clonagem é uma violação da dignidade humana, por "degradar o ser humano de sujeito a objeto". O diagnóstico pré-implantação, no qual os embriões criados pela fertilização in vitro são examinados antes da implantação no útero de uma mulher, têm, para ele, o caráter de uma "gigantesca máquina de produção de matéria-prima para a ciência".

Maria Böhmer, více-líder da bancada conjunta da CDU/CSU, critica que, com a clonagem terapêutica, os cientistas despertam esperanças que acabam sendo frustradas, por prometerem o que não podem cumprir. A deputada citou, como exemplo, experimentos malogrados com medicamentos contra a diabetes.

As vozes do ceticismo

Ulrike Flach, do Partido Liberal, por sua vez, vê numa proibição total uma "limitação da liberdade científica". As possibilidades de cura que a clonagem abre não devem ser excluídas de antemão, argumenta ela, acrescentando que não acredita na possibilidade de uma imposição da proibição em todo o mundo.

A própria ministra da Saúde, a social-democrata Ulla Schmidt, manifestou nesta sexta-feira em entrevista radiofônica dúvidas de que seja possível impor uma proibição geral da clonagem. "Se é que vamos conseguir uma maioria no mundo inteiro, quando muito será para a clonagem reprodutiva", ponderou, lembrando que a clonagem terapêutica já é permitida em outros países europeus, entre os quais a Grã-Bretanha.

Na Alemanha, ambas as formas de clonagem são proibidas por lei. O chanceler federal Gerhard Schröder ainda não chegou a uma conclusão definitiva neste debate, que voltou a ganhar em intensidade após os anúncios sobre o pretenso nascimento de bebês clonados em diferentes partes do mundo. Seria preciso discutir sobre uma eventual exclusão da clonagem terapêutica de uma proibição, declarou o chefe de governo ainda há poucas semanas.

Limites éticos

Na sessão parlamentar de quinta-feira foi decidida também a constituição de uma Comissão sobre a Ética e o Direito na Medicina Moderna. Constituída por 13 deputados e 13 especialistas não pertencentes ao Bundestag, ela deve servir como um contraponto para o Conselho Nacional de Ética que, segundo os parlamentares, se orienta mais pelos interesses dos pesquisadores.

Além disso, em entrevista ao diário berlinense Berliner Zeitung, Reinhard Loske anunciou, ainda para esta legislatura, a apresentação de um projeto de lei pelo governo visando a uma regulamentação de toda a medicina reprodutiva, incluindo a fertilização in vitro e o exame de embriões no útero materno.

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