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Mundo

Credores decidem conceder nova parcela de resgate à Grécia

Depois de 12 horas de discussão em Bruxelas, credores anunciaram que a Grécia receberá a próxima parcela do fundo de resgate. A decisão foi acompanhada de um novo plano para reduzir a dívida pública do país até 2020.

A troica de credores internacionais, formada por Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE) disseram a reporteres na manhã desta terça-feira (27/11) que planejam conceder a próxima parcela de resgate à Grécia em dezembro. A notícia foi divulgada depois de aproximadamente 12 horas de negociações em Bruxelas, após meses de atraso, devido à dificuldade da Grécia em provar que conseguiria implementar medidas de austeridade de forma sustentável.

"Não se trata apenas de dinheiro. Esta é a promessa de um futuro melhor para as pessoas na Grécia e para a zona do euro", disse o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker. "Eu admito que este foi um acordo muito difícil", completou.

Pelos termos do acordo, a Grécia receberá uma nova ajuda de 43,7 bilhões de euros~, em várias parcelas. O plano da União Europeia é reduzir a dívida pública da Grécia para 124% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020. Atualmente, analistas preveem que a dívida grega chegue a 200% do PIB nos próximos dois anos.

Na sequência das negociações, que se estenderam até a manhã desta terça-feira, os credores internacionais anunciaram planos preliminares para aliviar ainda mais a carga da dívida pública do país. Atenas deve receber uma postergação de 10 anos para o pagamento dos juros. Os credores também decidiram em Bruxelas prorrogar a maturidade dos empréstimos (prazo para que a dívida seja saldada) à Grécia para 15 anos.

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, celebrou as notícias vindas de Bruxelas. "Tudo correu bem. Todos os gregos lutaram [por esta decisão], e amanhã é um novo dia para cada cidadão grego", disse Samaras à imprensa local em Atenas.

Os parlamentos de alguns países da zona do euro devem agora ratificar a decisão de Bruxelas. Em Berlim, o acordo deve ser aprovado até sexta-feira.

FF/afp/dpa/rtr
Revisão: Roselaine Wandscheer

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