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Brasil

CPI da Petrobras exime Dilma, Lula e ex-presidentes da estatal

Relatório de deputado petista classifica como questionável a tese de corrupção institucionalizada e critica a Operação Lava Jato. O texto afirma que empresa foi "vítima de cartel com cumplicidade de alguns funcionários".

Resumo do relatório final da CPI da Petrobras, lido nesta segunda-feira (19/10) pelo deputado petista Luiz Sergio, relator do caso, exime de responsabilidade sobre envolvimento em esquema de corrupção na Petrobras os ex-presidentes da Petrobras José Sergio Gabrielli e Graça Foster, a presidente Dilma Rousseff, ex-presidente do conselho de administração, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Por fim, registro que, nos depoimentos dos delatores da Operação Lava Jato, não há menção sobre o envolvimento dos ex-presidentes da Petrobras José Sergio Gabrielli e Graça Foster ou de ex-conselheiros da estatal, como a presidente Dilma Rousseff. Também não há nos autos desta CPI qualquer evidência neste sentido ou ainda em relação ao ex-presidente Lula ou à presidente Dilma", disse Luiz Sergio. "A Lava Jato se caracteriza pelo aparente excesso de delações premiadas", concluiu o parlamentar, ao ler o resumo do seu parecer.

Luiz Sérgio foi citado por ao menos um delator da Operação Lava Jato, o empreiteiro Ricardo Pessoa. O empreiteiro disse que fez doação de 200 mil reais à campanha do deputado em 2014. A base política de Luiz Sergio é a região dos Lagos no Rio. Ele já foi prefeito de Angra dos Reis e é ligado a movimentos sindicais. A UTC, empresa de Pessoa, participava da construção da usina nuclear Angra 3.

O relator criticou o instrumento de delação e citou o caso do doleiro Alberto Youssef, pivô da Lava Jato, que não poderia ter assinado um segundo acordo com a Justiça, pois já havia acertado um em 2004, durante o escândalo do Banestado.

O relatório afirma que a Petrobras foi "vítima de cartel com cumplicidade de alguns funcionários". O Ministério Público Federal (MPF) estrutura uma denúncia de cartel contra empreiteiras que supostamente participaram de fraude em licitação da Petrobras.

"Questionável a tese de corrupção institucionalizada. O ex-gerente Pedro Barusco e o ex-diretor Paulo Roberto Costa foram taxativos ao ressaltar aqui que o envolvimento de ambos era pessoal, isentado colegas em vários momentos", argumentou Luiz Sérgio.

De acordo com a investigação da Operação Lava-Jato, um "clube de empreiteiras", negociava os resultados de licitações da Petrobras. O clube era coordenado por Ricardo Pessoa, dono da UTC, entre as quais participavam Odebrecht, Camargo Corrêa, Engevix, OAS, Mendes Junior, Galvão Engenharia e Queiroz Galvão.

Logo após a abertura da sessão, diversos deputados anunciaram que pedirão vista ao relatório de Luiz Sérgio. A oposição também deverá apresentar uma espécie de relatório paralelo, com propostas distintas das assinadas por Luiz Sérgio.

PV/ab/ots

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