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Economia

Corus confirma sua fusão com a CSN

A união da Corus com a CSN cria a quarta siderúrgica do mundo. Vantajosa para ambas, a fusão confirma a tendência de concentração e especialização no concorrido mercado mundial do aço.

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Logotipo da companhia anglo-holandesa de aço

O grupo siderúrgico britânico-holandês Corus anunciou nesta quarta-feira (17), em Londres, a fusão de suas atividades com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A transação envolveu um complicado acerto de participações e troca de ações, mas não uma soma em dinheiro, pois os dois parceiros estão empenhados em frisar que houve uma fusão e não uma compra da empresa brasileira.

A união das forças cria a quarta companhia siderúrgica do mundo, após a Arcelor (França), Posco (Coréia do Sul) e Nippon Steel (Japão), que passará a ter um faturamento anual de 13, 5 bilhões de dólares, sendo aproximadamente 2 bilhões de dólares por parte da CSN. Sua capacidade total de produção é estimada em 24 milhões de toneladas. A fusão vai gerar custos da ordem de 300 milhões de dólares, mas por outro lado, dentro de três anos a nova empresa pretende poupar custos anuais de 250 milhões de dólares. O valor de mercado da Corus é de 3,6 bilhões de dólares e o da CSN 1,2 bilhão de dólares.

Vantagens da fusão

As vantagens da fusão são claras para ambas as partes: a Corus, com uma produção anual de 18 milhões de toneladas de aço, terá acesso facilitado ao minério de ferro brasileiro, que está entre os mais baratos do mundo. A companhia brasileira, por sua vez, terá a chance de expandir seus negócios nos Estados Unidos e na Europa. A fusão confirma a tendência de concentração do mercado e corte de custos, visando o aumento da produtividade e da competitividade, o que é fundamental diante do excesso de produção de aço e do grande número de siderúrgicas no mundo.

Empregos

Fusões geralmente acarretam cortes de empregos, o que não deve acontecer no caso. "Nesta união estão em primeiro plano as chances de crescimento, e não menos empregos", disse um porta-voz da Corus, em Londres, dando a entender que os trabalhadores não têm o que temer. A Corus emprega 50 mil pessoas, a CSN, com sede em Volta Redonda, 12 mil. Outro dado que corrobora com essa versão é o índice de produtividade da CSN : a tonelada de aço brasileiro sai por 100 dólares, enquanto as siderúrgicas inglesas produzem a 150 dólares. Para a CSN, fundada em 1941 e que acabou se tornando o símbolo da industrialização brasileira, não havia outra alternativa, desde sua privatização em 1993, do que crescer ou aliar-se a um concorrente para ganhar mais espaço no mercado mundial do aço, cada vez mais fechado apesar da globalização.

Concentração das atividades

Para a Corus, a fusão também é mais um passo para concentrar suas atividades na fabricação de aço carbonado. O grupo anunciou recentemente a venda de suas participações nos negócios de aço inoxidável e a decisão de vender sua produção de alumínio. Na reorganização dos negócios, a companhia brasileira terá que desfazer-se do seu setor de energia. ~

Pelo acordo acertado com a Corus, a CSN colocará à venda a térmica de Volta Redonda, que fornece energia à siderúrgica, e também as participações que mantém em duas hidrelétricas. A fusão também trará mais investimentos para a CSN, pois está prevista a construção de uma nova unidade para a fabricação de placas em Volta Redonda ou Itaguaí.

Ações da TopCo

Segundo a agência alemã DPA, a Corus terá 62,4% do capital da nova firma. Os atuais acionistas da CSN receberão ações de uma nova holding, cujas ações serão negociadas nas bolsas brasileiras, com o nome provisório de "TopCo". Esta terá com uma participação de 37,6% do novo grupo CSN-Corus. Como a maior parte do capital da Corus é pulverizado, segundo o atual presidente da companhia brasileira, Benjamin Steinbruch, o capital brasileiro passaria à posição de maior controlador individual da nova empresa.

O comunicado da Corus também menciona que Steinbruch substituirá o atual presidente do grupo anglo-holandês, Tony Pedder, que deve aposentar-se até abril de 2004.