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Mundo

Corte dos EUA condena organizações palestinas por atentados em Israel

Autoridade Palestina e a Organização para a Libertação da Palestina são declaradas responsáveis pelo apoio material a seis ataques entre 2002 e 2004. Indenização às vítimas americanas é de 218,5 milhões de dólares.

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Imagem de arquivo da Universidade Hebraica de Jerusalém, onde um ataque, em julho de 2002, matou nove pessoas

Uma corte de Nova York declarou, nesta segunda-feira (23/02), a Autoridade Palestina (AP) e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) responsáveis por seis atentados realizados em Israel entre 2002 e 2004. Os ataques mataram 33 pessoas e deixaram centenas de feridos.

As organizações palestinas foram consideradas culpadas por terem dado apoio material aos terroristas envolvidos nos bombardeios e tiroteios. A corte americana ordenou uma indenização de 218,5 milhões de dólares às vítimas americanas dos ataques. Este valor, no entanto, pode ser triplicado de acordo com uma lei especial, o Ato Antiterrorismo dos Estados Unidos, outorgada em 2004 e que permite que cidadãos americanos vítimas de terrorismo internacional abram processos em cortes dos EUA.

"Agora, a OLP e a AP sabem que há um preço por apoiarem o terrorismo", disse o advogado dos requerentes, Nitsana Darshan-Leitner, após o veredicto.

O caso é um dos vários em que americanos estão entrando com ações em tribunais dos EUA para exigir uma indenização depois de terem sido vítimas do conflito entre israelenses e palestinos.

Os ataques deste caso específico foram atribuídos ao Hamas e às Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, porém os advogados citaram registros que mostram que os terroristas eram mantidos em folhas de pagamento da Autoridade Palestina e que benefícios foram pagos às famílias daqueles que morreram cometendo os atentados.

Espera-se que a OLP e a AP recorram da decisão. "As acusações que foram feitas contra nós são infundadas", disse o vice-ministro palestino da Informação, Mahmoud Khalifa, em comunicado. Os advogados de defesa argumentaram que os autores realizaram os ataques de forma independente.

"Não há provas conclusivas de que as lideranças da AP ou da OLP estavam envolvidas no planejamento ou na aprovação de específicos atos de violência", disse o advogado Mark Rochon. "O que eles [os terroristas] fizeram, eles fizeram por suas próprias razões e não pelas das autoridades palestinas."

PV/rtr/afp/ap

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