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Economia

Corrupção na Siemens pode ser maior do que se imaginava

Auditoria na Siemens constata que escândalo de corrupção na empresa pode ter proporções bem maiores do que se tem notícia. Pagamentos duvidosos superam a marca do um bilhão de euros, afirma jornal alemão.

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Empresa parece levar a sério investigações de suborno

Segundo a edição desta segunda-feira (13/08) do diário Süddeutsche Zeitung, o escândalo de corrupção da Siemens pode ter proporções bem maiores do que as até agora conhecidas.

Advogados e auditores de uma firma norte-americana, contratados pela própria Siemens, se depararam com pagamentos duvidosos no valor de mais de um bilhão de euros, afirma o jornal.

Somente na unidade Comunicação da empresa foram constatados pagamentos suspeitos na ordem de 900 milhões de euros, que remetem até o início dos anos de 1990, comenta o diário. "Trata-se de somas imensas", afirma a liderança da empresa, acrescentando que as novas constatações seriam "chocantes".

Contas clandestinas em Liechtenstein

Até agora, o valor das transferências ilegais mencionadas pela Siemens chegava aos 420 milhões de euros. Em relação às recentes afirmações do Süddeutsche Zeitung, um porta-voz da Siemens afirmou: "Não comentamos resultados preliminares de investigações internas que vão além dos relatórios trimestrais".

Peter Löscher

Peter Löscher assumiu compromisso do antecessor

Segundo informações dos advogados da empresa Debevoise & Plimpton, pagamentos duvidosos também aconteceram na unidade Energia da Siemens. A revista Spiegel relata 190 milhões de euros transferidos, no final dos anos 1990, através de contas clandestinas no Principado de Liechtenstein. O diário Süddeutsche Zeitung afirma que esta soma chegaria até 300 milhões de euros. Nesta unidade da empresa, não havia indícios, até agora, do uso do caixa dois em tais proporções.

Segundo a Spiegel, os advogados investigaram 126 pagamentos entre a unidade Energia da Siemens e o Neue Bank de Liechstenstein. Com exceção de um depósito, o nome do destinatário não apareceu em nenhuma das transferências. Na contabilidade da Siemens, os depósitos apareciam apenas como despesas de projetos, sem indicação concreta da finalidade.

"Somente documentação limitada"

O relatório trimestral mais recente da Siemens afirma que, além das investigações na unidade Comunicação, estariam sendo investigados "pagamentos em dinheiro também em outros setores". Para a comprovação do volume de dinheiro mencionado, haveria "somente documentação limitada", afirmou um porta-voz da Siemens.

Peter Löscher, novo presidente da empresa, parece estar levando a sério o anúncio de seu antecessor, Klaus Kleinfeld, de apurar até o fim os escândalos de corrupção. Na última sexta-feira (10/08), foi anunciada a demissão de Albert Schäfer, diretor há vários anos do departamento anticorrupção da empresa.

Nas última semana, também aconteceram novas buscas em torno das investigações de suborno na empresa. Funcionários da Siemens e da empresa Lurgi Lentjes são acusados de haver subornado um gerente de projetos da Agência Européia de Reconstrução, em Belgrado, para conseguir um contrato de manutenção de uma usina elétrica na ordem de quase 50 milhões de euros.(ca)

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