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Alemanha

Corpo são faz mente sã?

Pesquisadores da Universidade de Ulm procuram saber se o esporte ajuda a desenvolver a inteligência e, para tal, aplicam testes em trinta estudantes, suados após uma corrida.

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Pernas que correm, mentes que pensam

Correr estimula a inteligência? É isto que querem saber os cientistas da Academia para Medicina do Trabalho do Hospital das Clínicas da Universidade de Ulm.

Para provar suas teorias, escolheram trinta pessoas, às quais aplicam testes de memória, dissertação e capacidade de expressão. Os atletas-cobaias correm duas vezes por semana, trinta minutos em cada vez.

E as provas são difíceis, na opinião da estudante Öclan Cakar, uma das "cobaias" dos cientistas de Ulm. Para os pesquisadores, somente assim eles podem constatar se correr aumenta a capacidade cognitiva dos estudantes e, sobretudo, quais delas.

Corridas e provas

Para isso, dividiram-nos em dois grupos. O primeiro corre duas vezes por semana durante seis semanas e depois faz as provas. O segundo grupo não corre, mas é submetido aos testes. Os primeiros resultados mostraram que tanto os que correram, como os que não correram, aumentaram a sua velocidade de execução de provas.

A diferença foi a quantidade de erros, ou seja, aqueles que correram, aprenderam a fazer menos erros depois de seis semanas do que aqueles que não fizeram exercícios físicos. Isto quer dizer que correr realmente estimula a inteligência, no sentido de que a capacidade de concentração aumenta.

E o mais surpreendente foi constatar que os que deixaram de fazer exercícios físicos, após correr freqüentemente, continuaram com a mesma capacidade de concentração. Depois de seis semanas, as pessoas-teste que estavam inativas foram correr e os atletas – que haviam corrido – ficaram parados.

Outras constatações

Uma outra constatação surpreendente foi que as corridas aumentam a capacidade de memória em determinadas áreas, como explica a psicóloga Sanna Strotha, pesquisadora da Universidade de Ulm.

Principalmente a memória visual-espacial é favorecida e menos a memória verbal. A memorização de números de telefone não melhora, mas a de mapas sim.

O porquê desta constatação ainda não foi descoberto. Uma hipótese é que a atividade física renova e protege as células do hipocampo, uma estrutura do sistema límbico do cérebro, relevante para a memória.

Entretanto, isto só foi constatado até agora em pesquisa com animais, explica a cientista de Ulm, Sanna Stroth. E o hipocampo é reconhecido como uma parte do cérebro responsável mais pela memória visual do que pela verbal.

Para constatar quais outras partes do cérebro, importantes para o aprendizado, são ativadas através da prática regular de esportes, os cientistas querem usar agora novos métodos, como por exemplo a tomografia por ressonância magnética, em seus atletas-cobaias.

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