Coreia do Norte se diz pronta para reagir a qualquer guerra | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 11.04.2017
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Ásia

Coreia do Norte se diz pronta para reagir a qualquer guerra

Após envio de porta-aviões americano para a Península Coreana, Pyongyang eleva tom e afirma que suas tropas estão preparadas para "contra-atacar da forma mais firme".

Escoltado, o porta-aviões de propulsão nuclear USS Carl Vinson em águas próximas da Coreia do Norte

Escoltado, o porta-aviões de propulsão nuclear USS Carl Vinson em águas próximas da Coreia do Norte

A Coreia do Norte condenou nesta terça-feira (11/04) o envio por parte dos Estados Unidos de um porta-aviões nuclear à Península Coreana e ameaçou o governo do presidente Donald Trump, dizendo estar preparada para responder a um eventual ataque americano.

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"Se os EUA se atreverem a optar por uma ação militar, ao falar em um 'ataque preventivo' ou em 'destruir nosso quartel-general', a Coreia do Norte estará pronta para reagir a qualquer forma de guerra planejada por Washington", afirmou o governo norte-coreano em nota publicada pela agência de notícias estatal KCNA.

As palavras de Pyongyang chegam no momento de tensão na península. No sábado (08/04), o Pentágono anunciou o envio do porta-aviões de propulsão nuclear USS Carl Vinson para águas próximas à Coreia do Norte.

A decisão foi uma resposta às recentes provocações de Pyongyang, que em 5 de abril, às vésperas de um encontro entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping, realizou o teste de um míssil de médio alcance no mar.

"Contra-atacaremos da forma mais firme os provocadores para nos defendermos mediante a poderosa força das armas e para nos manter no caminho escolhido por nós mesmos", adverte o texto divulgado pelo governo norte-coreano.

Os Estados Unidos vêm endurecendo a sua estratégia para lidar com o programa nuclear e de mísseis de Pyongyang desde a chegada de Trump à Casa Branca, em janeiro. No início do mês, Trump afirmou que os EUA estariam prontos para agir sozinhos caso a China não aumentasse a pressão contra o programa nuclear norte-coreano.

"Faremos os Estados Unidos serem completamente responsáveis pelas consequências catastróficas que derivarem de suas intoleráveis ações", diz a nota divulgada pela KCNA, que considera que a atual situação prova de que a Coreia do Norte acertou ao aumentar "suas capacidades militares" para a autodefesa com a arma nuclear "como garantia".

De encontro com várias resoluções da ONU, a liderança comunista de Pyongyang segue com o desenvolvimento e o teste de mísseis e armas nucleares que possam atingir não somente a Coreia do Sul e o Japão, mas também a costa dos Estados Unidos. Segundo especialistas, a Coreia do Norte está preparando outro teste nuclear – até o momento, o país realizou cinco, dois deles no ano passado.

A China é a única aliada da Coreia do Norte e fornece alimentos e outros tipos de ajuda ao país, empobrecido e politicamente isolado. Pequim também importava carvão norte-coreano, mas proibiu as importações em 2017 em retaliação a um teste de mísseis em fevereiro. A venda de carvão é uma fonte de renda importante para Pyongyang.

RPR/efe/ots

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