Coreia do Norte rejeita acusações de abusos dos direitos humanos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 03.11.2012
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Mundo

Coreia do Norte rejeita acusações de abusos dos direitos humanos

Em novo relatório sobre a Coreia do Norte, ONU acusa regime de Kim Jong Un de violações dos direitos humanos. País se defende e diz que relatório é produto das políticas hostis dos Estados Unidos e da União Europeia.

A delegação norte-coreana na Organização das Nações Unidas (ONU) declarou estar orgulhosa dos sistemas social e de proteção aos direitos humanos adotados pelo governo em Pyongyang e rejeitou, com veemência, o relatório da ONU divulgado nesta sexta-feira (02/11) que descreve como assustadores os abusos sobre os direitos humanos ocorridos no país.

"O relatório é um produto das políticas hostis dos Estados Unidos e da União Europeia contra a Coreia do Norte. É um típico exemplo da politização, das duas medidas e da seletividade no que diz respeito aos direitos humanos", afirmou o representante da Coreia do Norte, Kim Song, diante do comitê de Direitos Humanos da Assembleia Geral da ONU. Ele ressaltou ainda que o regime norte-coreano oferece serviços públicos gratuitos de saúde e de educação.

As declarações vieram em reação ao levantamento da ONU, no qual o relator especial do órgão para assuntos da Coreia do Norte, Marzuki Darusman, afirma que o governo comunista tem feito um "amplo uso de presídios políticos, sob más condições, nos quais os presos são submetidos a trabalho forçado, tortura e agressões corporais". Segundo estimativas, entre 150 mil e 200 mil pessoas foram detidas no país.

A ONU também se queixou de que a Coreia do Norte não tem colaborado com a comunidade internacional. O relatório afirma ainda que não houve melhoras neste sentido no país deste que Kim Jong Un assumiu o poder, no final do ano passado. O último relatório da ONU havia sido divulgado em março passado.

A Coreia do Norte tem ficado cada vez mais pobre e isolada politicamente nos últimos anos. Cerca de 25 milhões de pessoas vivem no país. Cerca de 16 milhões de pessoas não têm acesso a alimentos suficientes, segundo estimativa da ONU.

MSB/rtr/dapd
Revisão: Fernando Caulyt

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