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Mundo

Coreia do Norte impede acesso de sul-coreanos a parque industrial

Complexo de Kaesong é operado conjuntamente e fica no norte, perto da fronteira com o sul. Crises anteriores não haviam afetado o trabalho no local.

A Coreia do Norte bloqueou nesta quarta-feira (03/04) o acesso de trabalhadores sul-coreanos ao complexo industrial de Kaesong, o único projeto de cooperação entre as Coreias, situado em território norte-coreano, a cerca de 10 quilômetros da fronteira com o sul.

Qualquer decisão envolvendo o complexo industrial, importante fonte de renda para a Coreia do Norte, estabelecido em 2004, tem potencial para acirrar ainda mais o ambiente de tensão entre os dois países.

Nenhuma da Coreias havia permitido que crises anteriores afetassem o trabalho em Kaesong, visto como uma garantia de estabilidade na península coreana. Apesar das recentes ameaças de encerrar o complexo, o regime de Kim Jong-un vinha autorizando, até a data, a entrada e saída de trabalhadores e veículos de carga da Coreia do Sul através da passagem pela zona desmilitarizada que divide os dois países.

O Ministério da Unificação de Seul disse não ter conhecimento de qualquer incidente relacionado com trabalhadores sul-coreanos que se encontram há dias em Kaesong, indicando que o complexo continua funcionando normalmente. Em torno de 900 sul-coreanos trabalham no local, como gerentes e administradores.

Cerca de 53 mil norte-coreanos trabalham para as 123 fábricas sul-coreanas do parque industrial, que serve como uma importante fonte de divisas para o Estado empobrecido da Coreia do Norte e reduz a dependência de Pyongyang em relação à China. Em média, um trabalhador norte-coreano recebe cerca de 140 dólares por mês em Kaesong.

Kaesong foi escolhido para combinar a tecnologia e experiência de gestão da Coreia do Sul com a mão de obra barata da Coreia do Norte e é uma zona teoricamente desmilitarizada, mas fortemente armada e vigiada. O complexo produz bens no valor anual de 470 milhões de dólares e tem funcionado sempre, apesar das repetidas crises entre os dois países.

AS/lusa/afp/ap
Revisão: Francis França

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