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Mundo

Coreia do Norte condena pastor canadense à prisão perpétua

Religioso da Igreja Presbiteriana foi condenado a passar o resto da vida em um campo de trabalhos forçados. Justiça norte-coreana o acusou de realizar "atividades subversivas" contra o regime comunista do país.

A Justiça da Coreia do Norte condenou nesta quarta-feira (16/12) o pastor canadense Hyeon Soo Lim a passar o resto da vida em um campo de trabalhos forçados . O líder sul-coreano da Igreja Presbiteriana Light Korean, de Toronto, foi acusado de realizar atividades subversivas contra o regime de Pyongyang.

A família do pastor disse que ele viajou à Coreia do Norte em janeiro, como parte da rotina de seu trabalho humanitário feito em um lar de idosos, orfanato e berçário. Segundo seus parentes, Lim visitou o país mais de cem vezes desde 1997 para missões de assistência que sempre tiveram o objetivo de ajudar pessoas e que nunca tiveram motivações políticas.

Preso em fevereiro, logo no início de sua viagem, Lim confessou culpa em julho, em uma conferência transmitida por meios de comunicação estatais. Acredita-se que Lim tenha sido forçado a fazer a confissão pública, já que outros detidos e estrangeiros libertados afirmaram terem tido que fazer o mesmo.

A Igreja Presbiteriana, com cerca de 3 mil membros, tinha esperança de que o novo primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, conseguiria libertar Lim antes de a Justiça proferir a sentença.

Eles pediram ao ministro das Relações Exteriores, Stephane Dion, para "instar veementemente o novo governo liberal a garantir todos os meios possíveis de conseguir a imediata libertação e envio ao Candá" do pastor. O gabinete respondeu que está "profundamente preocupado" com o caso de Lim, e que espera obter uma solução para a situação.

No entanto, como Ottawa cortou as relações diplomáticas com Pyongyang em 2010, a negociação da libertação de Lim deve ser complicada.

Duras penas para atividades missionárias

Atividades missionárias e religiosas são punidas na Coreia do Norte. Deixar uma bíblia em espaços públicos, por exemplo, pode levar a uma grave punição. Os EUA e Canadá não recomendam a viagem de seus cidadãos ao país comunista.

No ano passado, o americano Kenneth Bae foi condenado a 15 anos de prisão por supostos crimes contra o Estado. Através de esforços diplomáticos, Bae, juntamente com outro cidadão americano que estava preso, foi liberado.

FC/afp/ap/rtr/lusa

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