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Cultura

Coreógrafo do caos: Andreas Gursky, um fotógrafo de seu tempo

Com nova exposição em Munique, o fotógrafo de Düsseldorf fala sobre seu trabalho.

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Um dos trabalhos de Andreas Gursky, exposto em Munique

Ele estudou em Düsseldorf com Hilla e Bernd Becher, e claro, se deixou inspirar por eles. Andreas Gursky é um fotógrafo de seu tempo e trabalha com o que a contemporaneidade tem para oferecer. Não interessado em retratar a realidade, mas apresentá-la como ele a vê, Gursky não se furta ao trabalho de manipulação digital de seus cliques. Para ele, o trabalho digital que se faz sobre a fotografia é uma forma de reler a imagem.

O fotógrafo, que já apresentou uma parte de seu trabalho na Bienal de São Paulo de 2002, inaugura uma nova exposição em Munique, com 47 trabalhos, 18 deles inéditos. Ele começou fotografando temas que encontrava à sua volta, mas agora, viaja para destinos cada vez mais distantes, para encontrar seus objetos. Por isso, é freqüentemente citado como fotógrafo da globalização, mas afirma não se interessar pelo tema, apenas não conseguir fugir dele muitas vezes: a globalização é algo que está no mundo e aparece na fotografia. Algumas imagens, entretanto, não são tão presas aos dias de hoje. É o caso da foto do rio Reno: as linhas retas, paralelas, mostram uma paisagem sem obstáculos, clicada e trabalhada por Gursky.

Gursky coloca em seu trabalho fotográfico o que por muito tempo foi responsável por diferenciar a fotografia da pintura. Ele é, basicamente, um fotógrafo-pintor. Aquele que, com o olhar distanciado, procura a organização dentro do caos.(jl)

Veja o vídeo da DW-TV sobre a nova exposição de Gursky!

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