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Mundo

Copiloto teria derrubado avião da Germanwings de propósito

Segundo promotoria de Marselha, análise da caixa-preta indica que piloto do voo 4U-9525 foi deliberadamente trancado do lado de fora da cabine, e copiloto pressionou botão que lançou o avião contra as montanhas alpinas.

Segundo o promotor da cidade francesa de Marselha, Brice Robin, responsável pelas investigações, as gravações de áudio do cockpit indicam que o copiloto do voo 4U-9525 voluntariamente colocou o avião em rota de queda num momento em que o piloto havia se ausentado da cabine de comando.

Ainda segundo Robin, o copiloto, de nacionalidade alemã, não teria aberto a porta da cabine para que o piloto voltasse ao comando do Airbus A320. Ele ressaltou que, embora a porta possa ser aberta com um código, é preciso que a pessoa que está dentro da cabine aperte um botão desbloqueando o acesso.

O promotor ressaltou ainda que o copiloto não enviou qualquer sinal às torres de comando e não respondeu às tentativas de contato, enquanto continuava ignorando os pedidos do piloto para entrar na cabine. O copiloto assumiu o controle manual da aeronave e pressionou o botão que iniciou o movimento de descida, afirmou Robin.

Ao ser questionado se trata-se de um suicídio, o promotor disse que ainda não há informações que permitam chegar a essa conclusão. Mas ele garantiu que o copiloto estava vivo no momento da queda, embora houvesse silêncio total na cabine. "Ele estava vivo, podemos ouvir a respiração dele na gravação", afirmou durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (26/03) em Marselha.

O copiloto, identificado como Andreas Lubitz, de 28 anos, estava na empresa desde setembro de 2013 e não tinha histórico de atividades terroristas. O foco das investigações sobre as causas que levaram à queda do avião da empresa alemã Germanwings nos Alpes franceses, nesta terça-feira, está agora no copiloto.

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