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Economia

Copa dá impulso à economia alemã

Cerveja e artigos para fãs estão entre as estrelas de vendas durante o Campeonato Mundial. Berlim recebe meio milhão de turistas por dia. Céticos: crescimento será irrelevante para o PIB.

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Bebida e consumo para celebrar o futebol

Desde o primeiro apito desta Copa do Mundo, a euforia generalizada vem fazendo as caixas registradoras da Alemanha tilintarem mais alto. Uma vitória é sempre um bom pretexto para gastos extras com cerveja, salsichas e artigos para fãs, confirmou uma enquete realizada em Colônia, Gelsenkirchen e Dortmund.

"As pessoas compram bandeiras, bandeiras, bandeiras, também de países exóticos. Virou uma verdadeira fúria de colecionar. Os colares havaianos de flores são nosso maior sucesso", alegra-se um vendedor ambulante de Dortmund. Em outros estandes, as vencedoras são as bandeiras para carros, a três euros a unidade.

Superando expectativas

Na luta contra a sede, a taça cabe, sem qualquer dúvida, à loura gelada. "Durante a Copa podemos contar com o dobro do faturamento normal", afirma Georg Schäfer, gerente de uma cervejaria de Colônia. Segundo outros comerciantes da cidade, o acréscimo graças ao campeonato de futebol será de no mínimo 20%.

A cervejaria Veltins quebrou recorde de vendas no primeiro fim de semana da Copa, fornecendo 1,9 milhão de litros de cerveja. Para a Krombacher, maio foi o mês mais forte da história, com a venda de 60 milhões de litros da bebida. Também a Bitburger chegou a 2,9 milhões de litros no dia 16 de junho.

Somente no primeiro fim de semana da Copa, os bares de Dortmund precisaram encomendar às pressas 850 barris adicionais de 50 litros. A cervejaria Actien-Brauerei espera em junho uma taxa de crescimento bem superior a 10%

O faturamento está sendo bem mais beneficiado pelo Campeonato Mundial do que se previra originalmente, declarou em Munique o presidente da Associação dos Cervejeiros da Baviera, Michael Weiss. Em lugar dos calculados 5%, os produtores de cerveja daquele Estado no sul alemão podem contar com um acréscimo de 10% em junho.

Avanço da seleção alemã eleva faturamento

O comércio varejista do país também já fez um balanço parcial positivo da Copa 2006. "Os artigos clássicos para fãs somem das prateleiras, assim como tudo que, de longe, tenha a ver com o futebol", comentou o diretor geral da associação de comerciantes BAG, Rolf Pangels.

Os artigos de esporte e lazer também acusaram grande demanda. Chama a atenção o fato de aqui as compras serem realizadas, sobretudo, por consumidores alemães, e não pelos turistas, como se previa.

Ainda segundo a BAG, os negócios correm especialmente bem nos locais dos jogos. Por outro lado, o prolongamento do horário de abertura das lojas não parece haver trazido vantagens. Segundo Pangels, sua associação espera um acréscimo de faturamento de dois bilhões de euros. E quanto mais a seleção alemã avança, tanto maiores as expectativas.

50 milhões por dia para Berlim

Um dos maiores beneficiados pelo boom da Copa é a capital. Já na primeira semana, Berlim registrava a chegada de meio milhão de novos turistas a cada dia, superando todas as outras cidades-sede da Copa. Destes, 200 mil se hospedam em hotéis e pensões.

Segundo as estatísticas mais recentes, os atuais visitantes da capital gastam, em média, 180 euros por dia, incluídos os custos de hospedagem. Assim, eles rendem cerca de 50 milhões de euros por dia à metrópole – há muito em sérios apuros financeiros.

Aqui, a disposição de gastar também parece estar subordinada ao desempenho das seleções. Uma vitória da própria seleção pode encorajar um turista a gastar cerca de 400 euros por dia.

A área mais disputada pelos visitantes é a chamada Fan-Meile, no centro. Além de numerosos telões, fileiras de vendedores ambulantes flanqueiam os dois quilômetros de ruas, começando logo atrás do Portão de Brandemburgo. Entre muitos outros artigos, na primeira semana da Copa, foram consumidos aqui meio milhão de litros de cerveja e mais de um milhão e meio de salsichas.

Crítica ao otimismo

Entretanto o otimismo não é compartilhado pelo Instituto de Pesquisa Econômica ifo, de Munique. Segundo relatório publicado pelo jornal tageszeitung, os efeitos da Copa sobre a economia mantêm-se moderados. Distribuídos ao longo do ano, os lucros com o megaevento esportivo mal se farão sentir sobre o PIB, afirma o instituto.

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