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Copa do Mundo

Copa 2006 terá segurança máxima

Esquema de segurança do Mundial prevê jogo duro contra hooligans, defesa antiterrorismo, prevenção a catástrofes e até a volta do controle de passaporte nas fronteiras.

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Schily promete vigilância total com modernas tecnologias

A Copa do Mundo de 2006 na Alemanha tem tudo para se transformar num show de segurança máxima. "É uma tarefa gigante, mas estou convencido de que poderemos garantir a maior segurança possível e que isso não prejudicará a atmosfera esportiva do torneio", garante o ministro alemão do Interior, Otto Schily.

O esquema nacional de segurança para o Mundial, apresentado nesta quarta-feira (25) em Stuttgart por Schily e pelos secretários estaduais da Segurança, prevê, entre outras medidas, o combate rigoroso aos hooligans, a defesa contra possíveis ataques terroristas e um eficiente sistema de prevenção a catástrofes.

O ministro disse que ainda não há cálculos realistas sobre o custo da operação, mas peritos prevêem que a Copa vai onerar o contribuinte alemão em centenas de milhões de euros. Os gastos com a segurança serão cobertos pelos governos federal e estaduais. "O ganho para o país será em todos os sentidos superior aos dispêndios", argumentou Schily.

O pacote de medidas prevê inclusive a possibilidade de reativar o controle policial e de passaporte nas fronteiras alemãs, para tentar impedir o ingresso no país de torcedores considerados violentos. Com isso, deixaria de vigorar durante a Copa o Acordo de Schengen, que permite a livre circulação de pessoas entre os países da União Européia. Esta medida já foi adotada por Portugal durante a Eurocopa 2004.

Ausschreitungen deutscher Fans beim Freundschafts-Länderspiel Slovenien - Deutschland in Celje

Hooligans alemães em ação na Eslovênia, em março de 2005

Policiais estrangeiros

Segundo informações do jornal Süddeutsche Zeitung, está prevista também a vinda de 300 policiais civis estrangeiros para cuidar dos hooligans de seus respectivos países. As autoridades alemãs estariam negociando com a Inglaterra, França e Holanda meios para impedir que torcedores violentos cheguem a sair desses países rumo à Alemanha.

Na Eurocopa 2004, a polícia britânica, por exemplo, impediu a viagem de mais de dois mil hooligans para Portugal. O Ministério alemão do Interior espera a vinda de cerca de 3700 hooligans estrangeiros à Alemanha durante a Copa. Eles iriam se deparar com policiais que já conhecem de casa. Na própria Alemanha, sete mil hooligans estão na "lista negra" da polícia.

Às vésperas da reunião desta quarta-feira (25), havia divergências entre os governos estaduais sobre o pagamento do reforço policial estrangeiro, estimado em 1,6 milhão de euros. Brandemburgo, Bremen, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Saxônia-Anhalt, Turíngia e Sarre não queriam ajudar a pagar a conta, argumentando que não vão sediar jogos da Copa. Após a reunião, Schily disse que houve um acordo entre os governos federal e estaduais sobre a cobertura destes e dos demais custos de segurança.

Vigilância total

Videoüberwachung in Düsseldorf

Vigilância através de sistema de vídeo faz parte do esquema de segurança da Copa 2006

Não só os hooligans estão na mira do Ministério alemão do Interior e dos organizadores da Copa. "Nossas autoridades estão preparadas também para enfrentar ameaças de ataques terroristas. Embora no momento não haja qualquer indício nesse sentido, precisamos ficar vigilantes", disse Schily.

No esquema de segurança do Mundial serão usados desde sistemas de vídeo até aviões de reconhecimento. "Somos obrigados a usar as modernas tecnologias", explicou o ministro. Ele calcula que cerca de 10 mil alemães potencialmente violentos e outros tantos torcedores estrangeiros com o mesmo perfil tentarão perturbar o torneio.

A venda de ingressos personalizados também faz parte do sistema de vigilância. Calcula-se que cerca de um milhão de torcedores estrangeiros virão à Alemanha durante a Copa. "Temos a pretensão de transformar os estádios nos lugares mais seguros do país, mas vamos ficar de olho também nas praças públicas, onde as torcidas se reúnem para assistir aos jogos nos telões e festejar", afirmou Schily. O esquema de segurança do Mundial já será testado durante a Copa das Confederações, de 15 a 29 de junho próximo.

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