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Economia

Copa 2006: grande chance para a economia

Governo vê na realização da Copa do Mundo de Futebol de 2006 na Alemanha uma oportunidade única de crescimento para a economia do país.

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"Treino" de Clement, Rogowski e Beckenbauer

Para o ministro da Economia, Wolfgang Clement, o Campeonato Mundial de Futebol de 2006 representa uma grande oportunidade para a economia da Alemanha. "É uma chance que não se repetirá mais nesta década e que nós não podemos jogar fora", disse o social-democrata em conferência realizada em Leipzig. Durante dois dias, 700 representantes do empresariado, do esporte, da política e da administração pública trocaram idéias e informações a respeito do financiamento do grande evento.

Governo quer investir e lucrar

Bem dentro da filosofia do chanceler federal Gerhard Schröder, que lançou este ano o fomento da inovação como mote da atividade governamental, Clement aposta sobretudo na chance da Alemanha de se apresentar ao mundo como uma sociedade moderna, de tecnologia de ponta. E, ademais, de polir na oportunidade o selo Made in Germany.

O governo pretende investir 6,5 bilhões de euros em infra-estrutura: modernização dos estádios, construção e ampliação de estradas, sistemas eletrônicos de monitoramento do trânsito.

Em contrapartida, conta com crescimento de até 8 bilhões de euros no Produto Interno Bruto (PIB) do país, entre 2003 e 2010, em conseqüência dos impulsos resultantes da realização da Copa em terras germânicas. O ministro vê grandes chances especialmente para as empresas da tecnologia da informação, do setor esportivo e o turismo. A Alemanha conta com 3,2 milhões de visitantes durante o campeonato de 2006, dos quais um milhão do exterior.

Patrocínio quase perfeito

Quem se mostrou altamente satisfeito com os preparativos foi Franz Beckenbauer, presidente do Comitê de Organização. Além dos 15 grandes patrocinadores da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a Copa 2006 já fechou 19 de 21 contratos de patrocínio e tem um em andamento. "Dois anos antes do Campeonato Mundial, só nos falta um único patrocinador", declarou satisfeito o kaiser do futebol alemão.

Ainda assim, ele não deixou de conclamar iniciativa privada e poder público a juntarem forças em prol do sucesso do evento. Como jogador e como técnico, tendo sorte, é possível se tornar campeão a cada quatro anos. Mas organizar uma Copa do Mundo é uma chance única, que não vai acontecer para a Alemanha de novo "nos próximos 50 anos", completou.

Empresas pequenas e médias também têm vez?

Para empresas envolvidas no patrocínio, com todos seus privilégios, é fácil aproveitar a oportunidade para se destacar. É o que tornou evidente a apresentação de Herbert Heiner, presidente da Adidas. Patrocinadora, fornecedora de equipamentos para os participantes e detentora de licença da Copa, a empresa prepara-se para lançar em 2006 uma nova bola, novas chuteiras e novas tecnologias no setor têxtil.

Para empresas menores, é mais difícil abocanhar um pedaço do bolo. Uma pesquisa realizada entre 200 instituições e firmas na Alemanha constatou falta de informação. Tanto que encomendas no valor de 500 milhões de euros ainda não foram distribuídas por falta de concorrentes. O presidente da Confederação da Indústria Alemã (BDI), Michael Rogowski, lançou um apelo à Fifa no sentido de tornar os procedimentos mais acessíveis a empresas de pequeno e médio porte.

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