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Mundo

Conversas interceptadas sugerem bomba em avião russo

Por meio de satélites, serviços de inteligência ocidentais teriam descoberto comunicações entre militantes do EI sobre detalhes de possível atentado. Ainda não há, no entanto, evidências concretas que comprovem hipótese.

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Avião russo caiu na Península do Sinai cerca de 20 minutos após decolagem

Os serviços secretos americano e britânico teriam interceptado conversas de supostos terroristas afirmando que havia uma bomba no avião russo que caiu na Península do Sinai, no Egito, segundo revelaram fontes de inteligência nesta sexta-feira (06/11).

As fontes, que falaram na condição de anonimato, disseram que algumas avaliações de governos envolvidos na investigação partiram de comunicações interceptadas entre militantes do "Estado Islâmico" (EI) na Síria e um grupo radical egípcio sediado no Sinai e aliado dos jihadistas no Egito.

"Nós ainda não podemos ser categóricos, mas há a possibilidade distinta e credível de que havia uma bomba", disse a fonte, ressaltando que ainda não há provas categóricas e evidências científicas que comprovem a suspeita.

De acordo com informações do jornal britânico The Times, satélites estariam sendo utilizados pelos serviços de inteligências do Reino Unido e dos EUA para monitorar conversas entre os terroristas.

"O tom e conteúdo das mensagens convenceram os analistas de que uma bomba foi transportada para bordo por um passageiro ou um funcionário de terra do aeroporto", relatou o periódico.

Segundo uma fonte do governo americano, a conversa interceptada sobre a bomba revelava detalhes sobre onde ela deveria ser colocada no avião russo. O Airbus A321 partiu no sábado do balneário egípcio de Sharm el-Sheikh com destino a São Petersburgo, na Rússia, com 224 pessoas a bordo. O voo foi interrompido cerca de 20 minutos após a decolagem.

As primeiras análises de uma das caixas-pretas do avião confirmaram o caráter "violento e rápido" dos acontecimentos que levaram a queda do avião, afirmou nesta sexta-feira a agência de notícias AFP, com base em informações de uma fonte ligada à investigação.

Voos suspensos

O Reino Unido foi o primeiro país a admitir a suspeita de que um atentado terrorista causou tragédia no Sinai, suspendendo na quarta-feira todos os voos de e para o balneário egípcio de Sharm el-Sheikh.

Longo em seguida, foi a vez de fontes de segurança dos EUA e da Europa afirmarem que havia evidências de que uma bomba colocada por um grupo afiliado do EI seria a provável causa do desastre. Egito e Rússia, no entanto, contestaram a afirmação e disseram ainda ser muito cedo para confirmar tal hipótese.

Mas nesta sexta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a

suspensão de todos os voos

da Rússia para o Egito até que a causa de um desastre aéreo seja esclarecida. A medida foi tomada após uma recomendação de Alexander Bortnikov, chefe do serviço de inteligência russo (FSB).

Um grupo radical egípcio sediado no Sinai e aliado do "Estado Islâmico" reivindicou a responsabilidade pela queda do avião, dizendo tê-lo derrubado em resposta à intervenção militar russa na Síria. Se confirmada essa suspeita, este seria o primeiro ataque do grupo extremista na aviação civil.

CN/rtr/lusa/afp

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