Controladores de voo ameaçam entrar em greve no Aeroporto de Frankfurt | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 28.02.2012
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Controladores de voo ameaçam entrar em greve no Aeroporto de Frankfurt

Operadora Fraport e Lufthansa pediram na Justiça que paralisação seja proibida. Controladores ameaçam cruzar os braços em solidariedade a funcionários do aeroporto já em greve por melhores salários.

default

Controladores podem cruzar os braços por seis horas

Em Frankfurt, os controladores de voo do maior aeroporto da Alemanha ameaçam cruzar os braços das 5h às 11h desta quarta-feira (29/02). O anúncio foi feito pelo Sindicado da Segurança Aérea (GdF, na sigla em alemão) nesta terça-feira.

Em solidariedade aos funcionários de terra já paralisados, os líderes sindicais pediram a 12 controladores que se juntassem à greve, o que afetaria pelo menos 400 voos. "Esse passo tem a intenção de mostrar solidariedade com os mebros do GdF que estão lutando contra a Fraport", disse o comunicado.

A paralisação começou em 16 de fevereiro e envolve aproximadamente 190 funcionários, que trabalham em pista sinalizando o caminho para os aviões estacionarem – eles correspondem a apenas 1% do quadro de empregados da Fraport. O sindicato exige aumento de salários e redução da jornada de trabalho.

Reação

Em resposta ao anúncio do sindicato, Fraport e Lufthansa tentam junto à Justiça do Trabalho, em Frankfurt, proibir a paralisação desta quarta-feira. No documento encaminhado à autoridade, a operadora justifica o pedido dizendo que a inclusão dos controladores de voo na greve dos funcionários de terra seria desproporcional. Um porta-voz do tribunal não soube informar quando o mérito será julgado.

"A greve está ficando fora de proporção, e este é o motivo que nos levou a pedir um mandado temporário contra essa greve de solidariedade", comentou Herbert Mai, da Fraport. Até agora, a operadora conseguiu reduzir ao máximo o impacto da paralisação por meio da realocação de funcionários – apesar dos já 1.400 voos cancelados, cerca de 80% das aeronaves decolaram como o programado. Nesta terça-feira, a expectativa é que 200 fiquem em terra.

O Controle Aéreo Alemão (DFS, na sigla em alemão), órgão estatal, apelou aos controladores para que mantivessem as atividades. A entidade não comentou se cogita deslocar funcionários de outros aeroportos para Frankfurt em caráter de emergência.

O ministro alemão dos Transportes, Peter Ramsauer, expressou preocupação com a escalada da greve. Em Berlim, funcionários dos aeroportos Tegel e Schönefeld também ameaçam interromper as atividades em busca de melhores condições de trabalho.

Efeitos nos ganhos

Em média, a Fraport perde 1 milhão de euros por cada dia de greve. "A ameaça de estender a greve levaria a um prejuízo econômico que não poderia ser justificado em outras circunstâncias", comentou a operadora.

Do Aeroporto de Frankfurt – o terceiro mais movimentado da Europa atrás de Heathrow, em Londres, e Charles de Gaulle, em Paris – partem diariamente cerca de 1.300 voos. Só a Lufthansa, companhia responsável pela metade das decolagens, precisou cancelar 130 voos nesta terça-feira.

NP/dpa/rts/dapd
Revisão: Carlos Albuquerque

Leia mais