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Chapecoense

Controladora de voo diz que fez o "humanamente possível"

Yaneth Molina, do controle aéreo de Medellín, diz que foi ameaçada após acidente com equipe da Chapecoense. Oficial da agência de aviação da Bolívia teria alertado piloto sobre combustível.

O avião modelo Avro RJ85, da companhia aérea boliviana LaMia

O avião modelo Avro RJ85, da companhia aérea boliviana LaMia

A controladora de voo que fez contato com o avião da LaMia momentos antes da queda divulgou uma carta em que diz ter feito o que pôde para evitar o acidente com o voo da Chapecoense. O texto foi divulgado nesta quinta-feira (1º/12) pela imprensa colombiana, mas data de quarta-feira.

"Posso afirmar com absoluta certeza que, de minha parte, fiz o humanamente possível e o tecnicamente obrigatório para preservar a vida desses usuários do transporte aéreo", diz a controladora Yaneth Molina na carta, cuja autenticidade foi confirmada por uma rádio local. "Lamentavelmente meus esforços foram infrutíferos, por razões que todos vocês já conhecem."

A funcionária colombiana, que se encontra afastada do cargo durante as investigações, agradece o apoio que vem recebendo de todos os cantos do país "neste momento difícil da vida profissional".

Molina, no entanto, critica os jornalistas que têm contribuído com desinformações e afirma que, por causa disso, recebeu ameaças que colocam em risco sua "integridade física e tranquilidade pessoal". Ela acrescenta que já analisa "soluções as quais espera discutir com as diretrizes da entidade."

A voz da controladora de voo ficou conhecida nesta quarta-feira, depois que a imprensa colombiana divulgou uma gravação que seria a última conversa tida entre o piloto do avião da Chapecoense e o controle aéreo de Medellín, na Colômbia, antes do desastre que matou 71 pessoas há dois dias.

No áudio, o piloto da companhia boliviana LaMia, responsável pelo voo fretado, relata à torre de controle uma "pane elétrica total" e falta de combustível na aeronave, pedindo urgência para pousar.

Molina responde que a pista está livre e que os bombeiros já foram alertados, faz perguntas sobre a localização e gerencia a aterrissagem, até não obter mais respostas. O avião sobrevoava uma região montanhosa e acabou colidindo contra um morro a poucos quilômetros do aeroporto.

No início do áudio, é possível ouvir a controladora priorizando o pouso de outra aeronave, que estaria com um problema de vazamento. Somente depois que o piloto da LaMia informa sobre a gravidade da situação é que a funcionária desvia outros dois voos comerciais para dar prioridade ao 933.

Funcionária questionou autonomia

Nesta quarta-feira, a Aeronáutica colombiana confirmou que não havia combustível no avião da LaMia no momento da queda, e uma investigação foi aberta para descobrir o motivo. Após a notícia, a Aeronáutica Civil da Bolívia suspendeu a licença de voo da companhia aérea.

Segundo documentos a que o Jornal Hoje, da emissora Globo, teve acesso, uma funcionária da Aasana, a agência nacional de aviação da Bolívia, chegou a questionar o piloto sobre a autonomia do avião para o trajeto, que partia de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com destino a Medellín.

Antes do voo, a funcionária Celia Castedo Monasterio alertou que o modelo Avro RJ85 não tinha capacidade de armazenamento de combustível adequada para aquele plano de voo. Ela disse que faltava um plano alternativo, pois a quantidade de combustível não seria suficiente no caso de uma emergência.

De acordo com o Jornal Hoje, o piloto, no entanto, insistiu em prosseguir com o voo, dizendo que faria a viagem em menos tempo e que a autonomia seria suficiente. A funcionária da Aasana, que não tinha autoridade para impedir a realização do voo, foi afastada do cargo nesta quinta-feira.

EK/abr/rtr/ots

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