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Mundo

Continua busca por vítimas de terremoto no sul da Ásia

Equipes de resgate correm contra o tempo no Afeganistão e Paquistão, em meio a falta de energia e comunicação e estradas bloqueadas. Mortos já passam de 300, e estima-se que muitas vítimas ainda estejam soterradas.

Após o

terremoto devastador que atingiu o Afeganistão e o Paquistão

nesta segunda-feira (26/10), o número de mortos continua a aumentar e já se aproxima dos 340. A situação é agravada pelas estradas bloqueadas, linhas telefônicas interrompidas e pelo frio extremo durante a noite.

Os esforços de resgate na região da cadeia de montanhas Hindu Kush continuaram nesta terça-feira. No Paquistão, segundo dados oficiais, 258 corpos foram recuperados. No Afeganistão, o número de mortos já chega a 78.

O terremoto de magnitude 7,5 na escala Richter acarretou danos graves à região de tríplice fronteira entre Paquistão, Afeganistão e Tadjiquistão. A interrupção das linhas telefônicas e a infraestrutura precária na região dificultam a transmissão de informações sobre o estrago.

O epicentro do terremoto ocorreu a 73 quilômetros de Feyzabad, capital da província afegã de Badakhshan. Em diversas cidades do Afeganistão e do Paquistão, os tremores foram sentidos por 45 segundos, danificando edifícios e interrompendo o fornecimento de energia.

O fornecimento de energia elétrica e as comunicações também foram afetados em áreas do Paquistão, Afeganistão e norte da Índia, onde edifícios desabaram e estradas estão bloqueadas. Um tumulto numa escola na província afegã de Takhar resultou na morte de doze meninas, que tentavam evacuar o local.

No Paquistão, segundo fontes oficiais, mais de 2 mil pessoas ficaram feridas, e cerca de 4 mil casas foram danificadas. Apenas na cidade paquistanesa de Peshawar, o número de feridos passou de cem, segundo informações de um hospital local.

Estima-se que muitas vítimas ainda estejam debaixo dos escombros. O governo mobilizou o Exército e deixou os hospitais militares em alerta. A Força Aérea está de prontidão para realizar operações de resgate.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lamentou a tragédia e disse que a organização está pronta para ajudar nos trabalhos de resgate, caso seja necessário. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, também ofereceu ajuda aos países vizinhos, ressaltando que a oferta também é válida para o Paquistão, país com o qual a Índia mantém relações tensas.

O presidente afegão, Ashraf Ghani, declarou através de seu perfil no Twitter que reza pelas vítimas. A segunda maior autoridade do governo de unidade nacional do país, Abdullah Abdullah, afirmou que "no intuito de evitar maiores danos e vítimas, pedimos que as pessoas permaneçam em espaços abertos, uma vez que ainda poderão haver ondas de choque".

RC/ap/afp/dpa

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