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Economia

Consumidores de países emergentes impulsionam mercado do luxo

A economia mundial anda fraca, e a zona do euro em turbulência, devido à crise de endividamento. Mesmo assim, setor de artigos de luxo floresce, também devido ao aumento do número de consumidores em países emergentes.

Uma jaqueta da marca Burberry, uma bolsa Gucci ou um relógio Cartier: as vendas de acessórios de luxo não param nem mesmo em tempos de fraca conjuntura econômica. Foi o que constatou o estudo que a firma de consultoria Bain & Company, de Munique, acaba de publicar.

Em números, isso implica que este ano o faturamento mundial com artigos de luxo irá ultrapassar a marca dos 200 bilhões de euros, um crescimento de 7%. "Esta tendência deverá prosseguir até meados da década", explicou à Deutsche Welle Josef Ming, especialista em bens de consumo e sócio da empresa de consultoria de Munique.

Josef Ming, especialista en bens de consumo

Josef Ming, especialista en bens de consumo

Em cooperação com a federação italiana de artigos de luxo Fondazione Altagamma, a Bain & Company analisa, desde 2000, o mercado e o faturamento das 230 principais fabricantes mundiais do setor de luxo. O estudo mostrou que o segmento já se tornou um mercado global. Isso significa que relógios caros, joias individualizadas ou sapatos de grife não são comprados apenas em algumas regiões do mundo. Atualmente, clientes asiáticos respondem por mais de 50% do faturamento global com luxo.

China é mercado que mais cresce

Para este ano, o estudo estima que as marcas tradicionais irão crescer cerca de 2% a 3% na Europa, por volta de 5% a 7% nos EUA, e 2% no Japão. Mas a China é que se tornou o mercado de maior força. Ali está sendo esperado um crescimento de cerca de 20%. "Além da China, também a demanda por artigos de luxo aumentará significantemente na Índia e na Rússia", disse Josef Ming.

Os consumidores de luxo na Europa e nos Estados Unidos estão cada vez mais idosos – ao contrário de muitos países asiáticos, onde a clientela é cada vez mais jovem. E é justamente ela que a indústria tem em vista: com eventos espetaculares e coleções direcionadas, as grifes europeias tentam ganhar esses clientes.

No total, 30% do faturamento no setor de luxo é gerado em países emergentes. Entre os "novos mercados para artigos de luxo" estão países como África do Sul, Azerbaijão, Brasil, Casaquistão, Indonésia, Malásia, México, Turquia e Vietnã. Neles, cada vez mais consumidores compram relógios, joias, cintos ou lenços de marcas mundialmente famosas.

"O aumento da demanda especialmente nesse segmento é explicado, sobretudo, pelas novas tendências de produtos e pelo aumento da demanda por parte de novos grupos de consumidores", explica Ming.

Loja da marca Prada em Hong Kong

Loja da marca Prada em Hong Kong

Mercado em mutação

De acordo com o estudo da Bain & Company, o mercado de luxo está mudando. Isso se nota primeiramente nas vendas. As encomendas pela internet aumentam, enquanto as vendas nas lojas de departamentos diminuem. No entanto, as lojas próprias de uma determinada marca estão em alta.

Emergentes compram cada vez mais bolsas de grife

Emergentes compram cada vez mais bolsas de grife

Por outro lado, muitas "marcas estabelecidas" precisam melhorar seu marketing, para continuar a ter êxito, assinalou Jose Ming. "Elas sofrem cada vez mais a concorrência de grifes jovens, novas e exclusivas, orientadas para uma categoria de preços mais baixos." Dessa forma, as marcas estabelecidas são convidadas a repensar suas estratégicas de produto, se não quiserem perder a longo prazo a sua forte posição de mercado.

Em decorrência da crescente independência econômica feminina, em todo o mundo, cada vez mais mulheres invadem os tradicionais domínios do luxo masculino – como roupas de negócios e relógios. Por sua vez, os homens se dedicam cada vez mais à moda e ao design.

Como explica o estudo, isso também se deve ao fato de, atualmente, roupas de marca poderem ser usadas em ambiente casual, e não exclusivamente em ocasiões especiais, como no passado. Além disso, o segmento de alto preço é sobretudo alimentado pelas exigências dos clientes, e eles demandam maior qualidade, excelente acabamento e os melhores materiais.

Autor: Monika Lohmüller (ca)
Revisão: Augusto Valente

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