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Economia

Construção civil terá primeira greve em 50 anos

Mais de 98% dos trabalhadores que votaram foram a favor da greve na votação promovida pelo sindicato IG-BAU. A paralisação começa nesta segunda-feira nas grandes cidades do norte do país.

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Trabalhadores da construção querem 4,5% de aumento

O impasse nas negociações salariais no setor da construção civil levou à primeira greve do setor na Alemanha do pós-guerra. Enquanto as lideranças sindicais exigem um aumento de 4,5% para seus filiados, os empregadores estão dispostos a conceder 3%.

Embora apenas 33% dos sindicalizados tenham participado da consulta às bases, 98,6% votaram pela greve como forma de pressionar os patrões. 75% dos votos já bastavam para legitimar a paralisação.

As primeiras obras atingidas, nesta segunda-feira, serão as dos grandes centros urbanos a partir do norte da Alemanha, informou o presidente do sindicato IG-BAU, Klaus Wiesehügel.

Entre as várias divergências nas negociações, iniciadas em fevereiro, está o aumento do piso salarial para os trabalhadores do leste do país. Na antiga Alemanha de regime comunista, os operários ganham menos que no lado ocidental. O vice-presidente da classe patronal criticou como irresponsável a proposta de greve, advertindo para a séria crise enfrentada pelo setor.

Thomas Bauer conclamou os sindicalistas a retornarem à mesa de negociações e reforçou que a proposta de 3% de aumento é o teto que as construtoras podem oferecer.