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Mundo

Conservadores perdem maioria no Parlamento iraniano

Presidente Hassan Rohani e aliados obtêm vitória importante sobre conservadores, mas não garantem maioria. Resultado é visto como voto de confiança no governo e em sua política de aproximação com o Ocidente.

Apesar de alcançar vitórias importantes nas eleições iranianas e garantir um Parlamento mais moderado, o presidente do Irã, Hassan Rohani, e seus aliados não obtiveram a maioria dos assentos, segundo resultados divulgados nesta segunda-feira (29/02).

Já os ultraconservadores perderam a maioria. Os 290 lugares no Parlamento serão divididos entre o grupo reformista de Rohani e seus aliados moderados, que conquistaram 95 assentos, os conservadores, com 103 parlamentares, e os independentes, com 14 representantes. Apesar de não obter maioria, o presidente pôde garantir apoio suficiente para governar.

Em abril será realizada uma segunda votação para ocupar os 69 lugares restantes, pois nenhum dos outros candidatos obteve o número de votos suficientes para ser eleito no primeiro turno.

Os resultados são um forte sinal de apoio público ao acordo firmado com potências mundiais no ano passado para limitar as atividades nucleares do Irã em troca de uma redução das sanções econômicas. As votações foram vistas por analistas como um possível ponto de virada para o Irã e um voto de confiança no governo de Rohani e em sua política de distensão com o Ocidente.

O presidente esperava reforçar o seu campo político no Parlamento para prosseguir com a sua política de abertura, iniciada após o acordo. Rohani e seus aliados também conquistaram

bons resultados no chamado Conselho de Especialistas

, um poderoso corpo clerical que define, entre outras coisas, o líder supremo do país. O grupo obteve 15 dos 16 assentos da região de Teerã.

Correntes ideológicas

As eleições, realizadas na última sexta-feira, foram as primeiras desde que Rohani assinou o acordo nuclear no ano passado. No Irã, não existe um sistema partidário no sentido ocidental. Em vez disso, há diferentes grupos que podem ser divididos em três grandes correntes ideológicas: conservadores, reformistas e linhas-duras.

Os conservadores se atêm aos valores da revolução e são absolutamente fiéis ao regime dos aiatolás. No entanto, a ala mais moderada da facção está aberta para controladas relações com o Ocidente e reformas internas limitadas. Por outro lado, os ultraconservadores estão mais próximos dos linhas-duras.

Os linhas-duras veem no Ocidente o inimigo imperialista e defendem uma sociedade puramente islâmica, longe de todas as influências ocidentais.

Os reformistas, por outro lado, almejam boas relações diplomáticas e econômicas com o Ocidente. Eles também exigem mais liberdades sociais, culturais e de política interna.

CN/afp/lusa/rtr

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