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Mundo

Conselho de Segurança da ONU aprova acordo nuclear iraniano

Resolução adotada por unanimidade autoriza suspensão gradual das sanções ao Irã em troca de restrições no programa nuclear do país. Antes disso, relatório da AIEA deve confirmar fins pacíficos das atividades.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade nesta segunda-feira (20/07) uma resolução que ratifica o recém-firmado acordo nuclear entre o Irã e o grupo P5+1 – os cinco países com poder de veto no órgão mais a Alemanha. A resoluçãoautoriza a retirada gradual das sanções da ONU ao Irã em troca de garantias de que o país não desenvolverá uma bomba nuclear.

O acordo assinado na última terça-feira prevê que o Irã irá restringir o seu programa nuclear por uma década e, em contrapartida, terá o corte das sete sanções da ONU implementadas desde 2006.

De acordo com a resolução do Conselho de Segurança, as sanções, que incluem restrições de viagens e congelamento de bens, serão assim que um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmar que o programa nuclear iraniano é totalmente pacífico.

Se um dos países que negociou o acordo – China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – disser acreditar que o Irã não está cumprindo os termos do acordo, o Conselho de Segurança da ONU terá 30 dias para votar sobre a manutenção ou não da decisão de retirar as sanções, diz a resolução.

"Quando os nossos países realmente se unem para enfrentar uma crise global, nossa influência cresce exponencialmente", disse a embaixadora americana na ONU Samantha Power, apelando por colaboração semelhante em outras questões, como a crise na Síria. "Isso deveria nos motivar a fazer muito mais."

O embaixador chinês, Lieu Jieyi, também saudou a votação dizendo que se trata do "primeiro passo importante" para implementar o acordo de Viena.

As sanções a serem suspensas incluem a proibição do comércio de bens e serviços ligados a atividades nucleares iranianas e o congelamento de ativos financeiros de empresas e dirigentes iranianos. No entanto, embargos relacionados a vendas e exportações de armas convencionais e tecnologia de mísseis balísticos serão mantidos – sendo que embargos para armas convencionais permanecem por cinco anos e tecnologia de mísseis, por oito anos.

MP/dpa/afp

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