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Mundo

Conselho de Segurança avalia cessar-fogo na Ucrânia

Monitores da OSCE vão relatar como está a implementação da trégua acertada em Minsk. Depois de combates no início do cessar-fogo, leste da Ucrânia tem dois dias sem mortos.

As Nações Unidas confirmaram nesta sexta-feira (27/02) que o Conselho de Segurança fará uma reunião de emergência para discutir o cumprimento do cessar-fogo entre as tropas do governo e os rebeldes separatistas no leste da Ucrânia. A reunião foi pedida pela França e pela Alemanha, que intermediaram a trégua assinada por ambas as partes em Minsk há duas semanas.

O Conselho quer ouvir relatos dos representantes da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que monitoram a situação na região. Apesar da continuidade dos combates nos primeiros dias do cessar-fogo, as duas partes agora alegam ter iniciado a retirada de armas pesadas do front, e há dois dias não há registros de mortos no conflito.

Monitores da OSCE confirmaram ter visto a movimentação de armas pesadas das linhas rebeldes, mas acusam os dois lados de não fornecer toda a informação necessária para determinar quais foram realmente retiradas.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, elogiou a redução da violência na região, mas apelou para que Moscou retire sua presença da Ucrânia. "Nos últimos meses, a Rússia transferiu para os separatistas cerca de mil peças de equipamentos – tanques, artilharia e sistemas aéreos de defesa", afirmou Stoltenberg. Os separatistas insistem, no entanto, que eles já retiraram a maior parte de sua artilharia de certas áreas.

Moscou devolveu as acusações, dizendo que o Ocidente não está interessado no sucesso do acordo de paz firmado em Minsk. "Por trás desses pedidos está a falta de vontade dos Estados Unidos, da União Europeia, de buscar a implementação do que foi acertado", afirmou o ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov.

A Rússia vem rebatendo as crescentes pressões por mais sanções vindas do Ocidente com ameaças de cortar o suprimento de gás para a Ucrânia – e, consequentemente, a vários países da UE. A ameaça levou os países europeus a convidar os ministros de Energia russo e ucraniano para uma conversa em Bruxelas na próxima segunda-feira, na tentativa de tentar resolver a querela.

MSB/afp/ap

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