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Economia

Consórcio recebe nova chance para implantar pedágio

Berlim jogou duro e renegociou o contrato para a implantação de um sistema de pedágio de caminhões. A cobrança deverá começar em 1º de janeiro de 2005. E a empresa dará garantias que antes não constavam do contrato.

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Caminhões passam por sensores - sistema alemão não saiu dos testes

O novo sistema de alta tecnologia que a Toll Collect bolou para cobrar pedágio de caminhões via satélite nas estradas deveria ter sido implantado em junho do ano passado. Mas as dificulades técnicas foram tantas que vários prazos falharam, para desespero do ministro dos Transportes, Manfred Stolpe. Ele contava com uma arrecadação de 150 milhões de euros mensais.

Como a empresa não arriscasse uma previsão de funcionamento e se negasse a indenizar o governo, Stolpe rescindiu o contrato em 17 de fevereiro. Com isso, a Toll Collect, um consórcio com participação da DaimlerChrysler (45%), Deutsche Telekom (45%) e da firma francesa Cofiroute (10%), tinha dois meses de prazo para apresentar melhorias no contrato.

Fiasco no "ano da inovação"

O fiasco do ambicioso projeto justamente em 2004, declarado o "ano da inovação" pelo chanceler federal alemão Gerhard Schröder, exigia providências. No domingo (29), o próprio chefe de governo reuniu-se com o primeiro escalão das empresas.

O presidente da DaimlerChrysler, Jürgen Schrempp, praticamente admitiu que a Toll Collect não deu conta do recado: "foi mais difícil do que nós esperávamos", disse ao lamentar o atraso. O consórcio teria cedido bastante, assumindo a responsabilidade e garantias, segundo ele.

Telekom e Siemens assumem liderança

Conseqüentemente, a Telekom assumirá uma parcela maior no consórcio, às custas da DaimlerChrysler, e a liderança técnica do sistema móvel de registro da quilometragem dos caminhões passará à Siemens.

O cronograma prevê que o sistema comece a funcionar de forma simplificada em 2005, com um primeiro modelo de aparelho a ser instalado no caminhão (On-Board-Units). Somente em 2006 ele estaria em plena operação, com a segunda versão do aparelho, a cargo da Siemens.

Garantia e indenização

Segundo expôs o presidente da Deutsche Telekom, Kai-Uwe Ricke, a Toll Collect dará uma garantia máxima de um bilhão de euros. Por mês seriam 83,3 milhões de euros. As multas contratuais teriam um limite de 780 milhões de euros durante a primeira fase, começando com 40 milhões de euros em janeiro de 2005 - caso haja um novo atraso. Na segunda fase, a partir de 2006, não há limite para a garantia.

Caberá a um tribunal de arbitragem decidir sobre indenizações ao Estado por prejuízos até o final de 2004. "Nós queremos e vamos tornar o pedágio de caminhões um sucesso", afirmou Ricke. A gigante alemã das telecomunicações terá maior participação operacional no projeto. Konrad Reiss, presidente da subsidiária T-Systems será o novo presidente da Toll Collect.

Prestígio em jogo

Para Schröder, resolver a questão que tornou-se tema número 1 da imprensa nas últimas semanas, "era de interesse da economia alemã". Segundo o chefe de governo, estava em jogo demonstrar a capacidade de inovação da Alemanha perante a Europa.

Mas também estava em jogo a reputação das empresas envolvidas e o prestígio da iniciativa privada alemã, disse Jürgen Schrempp, após ressaltar a competência da DaimlerChrysler no que concerne a veículos e logística. "E eu peço a todos os que não estão apenas interessados em provar que algo não é possível, mas que desejam fazer algo positivo, que nos apóiem nesse projeto de extraordinária importância para a Alemanha e para a Europa," apelou.

O sistema ainda não implantado pretendia ser revolucionário ao cobrar pedágio apenas por quilômetro realmente rodado, evitando transtornos e filas nas estradas. Sensores colocados nas estradas identificariam os caminhões, através de pequenos aparelhos instalados em cada veículo. Os dados seriam enviados por satélite a uma central, que se encarregaria de debitar o pedágio mensalmente na conta da transportadora ou proprietário do veículo.

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