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Mundo

Confuso mandato da ONU trava envio de tropas ao Líbano

Enquanto o Exército libanês consegue chegar até a fronteira israelense, o envio da tropa dos países da ONU dispostos a enviar soldados e equipamentos ao Líbano anda com dificuldade.

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Exército libanês é mais rápido do que tropas da ONU

Nesta sexta-feira (18/08), tropas do Exército libanês conseguiram avançar pela primeira vez até a fronteira israelense. A decisão de vários países sobre o envio de tropas que deverão complementar a força internacional de paz Unifil (Força Interina das Nações Unidas no Líbano) anda, entretanto, com bastante dificuldade.

Após a reunião do vice-secretário-geral da ONU, Mark Malloch Brown, com representantes dos 49 países dispostos a enviar soldados e equipamentos para o Líbano, as Nações Unidas ainda estão longe de conseguir os 13 mil homens estipulados por sua Resolução 1701 para complementar a já existente tropa de paz.

Setores diplomáticos afirmam que a reticência de muitos países em ratificar seu envio de tropas deve-se ao fato de que a atuação de seus soldados, estipulada pela resolução da ONU, ainda não estaria plenamente definida.

Nações Unidas querem apressar o processo

UN-Truppen im Kongo

Tropas da ONU devem ser elevadas a 15 mil homens

As Nações Unidas querem reforçar, até o final de agosto, os 2 mil capacetes azuis já estacionados na região com uma vanguarda de 3,5 mil soldados. Segundo a Resolução 1701, a tropa de paz deverá ser então paulatinamente elevada a 15 mil homens. Juntamente com o Exército libanês, a Unifil deverá evitar o ressurgimento das lutas entre Israel e a milícia do Hisbolá.

"Trata-se de um imenso desafio e de um processo notadamente complexo", admite o vice-chefe da ONU. Normalmente, a ONU precisa de seis meses para organizar uma tropa. Pela importância, as Nações Unidas dispensaram todos os outros procedimentos habituais para chegar mais rápido ao seu objetivo.

Entretanto, segundo fontes diplomáticas, a maioria dos países tem problemas com o mandato não plenamente definido para a ampliação da tropa de intervenção. Isto deve ser definido em uma segunda resolução para o Líbano, com a qual se está contando para os próximos sete dias. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, não descartou a realização, por parte das Nações Unidas, de uma segunda conferência de países dispostos ao envio de tropas.

Atuação da Marinha alemã na costa libanesa

Bundesmarine nach Libanon Einsatzgruppenversorger Frankfurt

A Alemanha poderia patrulhar a costa do Líbano

A Alemanha deverá provavelmente oferecer a atuação de sua Marinha à ONU. Uma fragata alemã patrulhando a costa libanesa no Mar Mediterrâneo poderia impedir o contrabando de armas para o Hisbolá. Além disso, o Exército poderia ajudar com um navio de abastecimento de tropas, equipado com um hospital, informou o embaixador alemão na ONU, Thomas Matussek, aos participantes da conferência de países dispostos a enviar tropas

O Ministério da Defesa anunciou, nesta sexta-feira (18/08) em Berlim, que a ajuda humanitária do Exército alemão para o Líbano já começou. Dois aviões de transporte Transall foram transferidos para Amã, capital da Jordânia. Os aviões deverão ser utilizados no transporte de carregamentos de ajuda humanitária entre Amã e Beirute.

Merkel: nenhuma atuação de tropas de solo

Angela Merkel und Frank-Walter Steinmeier zu Libanon

Merkel e Steinmeier comunicam a participação alemã na tropa da ONU

O governo alemão descarta a atuação de tropas de solo na missão da ONU no Oriente Médio. Na quinta-feira (17/08), Angela Merkel declarou em Berlim que "não haverá nenhuma participação em uma atuação de tropas de solo". Juntamente com Frank-Walter Steinmeier, ministro das Relações Exteriores, Angela Merkel comunicou então a proposta alemã na ONU a políticos especializados e às lideranças das diversas bancadas parlamentares.

Na ocasião, a chanceler federal anunciou três condições para a participação da Bundeswehr na tropa da ONU. O mandato e a missão devem ficar claros: "As regras da atuação deverão ser esclarecidas nos próximos dias", afirmou Merkel. Acrescente-se a isto a aceitação das tropas por parte do governo libanês e, por último, a aprovação da participação da Bundeswehr pelo Bundestag, câmara baixa do Parlamento alemão, que deverá votar o caso na próxima semana.

Itália deverá enviar 3 mil

O governo italiano aprovou, nesta sexta-feira (18/08), o envio de soldados italianos à tropa da ONU. "Esta é uma nova fase da política externa italiana", afirmou Romano Prodi. O número de soldados deverá ser decidido nos próximos dias. Fontes não oficiais afirmam, entretanto, que este número deverá ficar em torno de 3 mil. Além de um "mandato claro", a aceitação da Unifil por parte da milícia do Hisbolá seria um "elemento fundamental" para a participação italiana.

Os outros países que na reunião da ONU anunciaram o desejo de envio de tropas foram Espanha, Indonésia, Malásia, Finlândia, Turquia, Noruega, Portugal e Bélgica. Estados Unidos e Áustria descartaram a ajuda à Unifil, o Reino Unido, entretanto, mostrou-se disposto a uma ajuda militar.

França espera segurança

A França, cotada para chefiar a Unifil, confirmou o envio adicional de apenas 200 homens, o que foi classificado por Malloch Brown como "decepcionante". Em um telefonema com Angela Merkel, o presidente francês Jacques Chirac explicitou as condições de seu país para uma atuação no Líbano.

Segundo informações do palácio presidencial em Paris, o presidente francês teria informado a Merkel que seu país "exige uma divisão igualitária dos contingentes". Esta divisão deve espelhar "um engajamento da comunidade internacional e dos países europeus".

Chirac teria comunicado a Merkel a necessidade de precisão do mandato, principalmente das "regras de atuação, da rede de comando e dos meios de que as tropas devem dispor".

O diário Frankfurter Allgemeine Zeitung comenta em sua edição desta sexta-feira que "é urgentemente necessário que se esclareça o que as tropas da ONU podem e devem fazer, senão a disposição de cooperação por parte dos diversos países ficará bastante tolhida".

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