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Mundo

Confrontos se intensificam na Ucrânia, apesar de cessar-fogo

Governo diz ter retomado aeroporto de Donetsk. Moradores da cidade afirmam que houve combates em áreas residenciais. Em Kiev, milhares fazem manifestação pedindo paz. Moscou lamenta escalada de violência.

As forças de segurança da Ucrânia realizaram neste domingo (18/01) uma ofensiva contra os rebeldes separatistas pró-Rússia em Donetsk, no leste do país. Segundo um porta-voz do Exército ucraniano, o aeroporto da cidade está novamente sob controle das tropas do governo.

O Ministério da Defesa do país anunciou que quatro soldados foram mortos na ação no aeroporto e mais de 30 ficaram feridos. O Exército informou que a operação militar retornou as linhas de batalha próximas ao aeroporto para a situação anterior e que, por isso, a ofensiva não teria violado o plano de paz assinado em Minsk com os líderes separatistas em setembro.

De acordo com moradores de Donetsk, os combates se intensificaram também em aéreas residenciais próximas ao centro da cidade. O Ministério de Defesa ucraniano afirmou que duas crianças, uma de 7 e outra de 16 anos, foram mortas por um míssil que atingiu a residência em que elas moram, localizada a 60 quilômetros de Donetsk, em uma zona controlada pelo governo.

Após meses de conflito, o aeroporto está completamente destruído. Mas o controle do lugar passou a ter valor simbólico para os dois lados. Nas últimas semanas, os rebeldes haviam conseguido tomar a base.

Trégua é violada por ambos os lados

Com as tentativas de reiniciar as negociações de paz paralisadas desde a sexta-feira, os rebeldes pró-Rússia teriam intensificado os ataques. O cessar-fogo acordado em Minsk em setembro tem sido violado por ambos os lados.

Marsch Stop Terrorism in Kiew

Em Kiev, milhares de ucranianos pediram paz

O líder separatista Alexander Zakharchenko culpou, no entanto, o Exército ucraniano pelos bombardeios na região de Donetsk.

O porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov expressou neste domingo preocupação do governo russo com a escalada da violência. "Essa situação não contribuiu de maneira alguma para a implementação do acordo de Minsk e a busca de uma resolução futura", afirmou.

Neste domingo, milhares de pessoas foram às ruas em Kiev para pedir paz. "Nós seremos vitoriosos na nossa luta pela paz", disse o presidente ucraniano, Petro Poroschenko, durante discurso. "Não vamos desistir e permitir o desmembramento do nosso país", acrescentou.

Desde abril do ano passado, mais de 4.800 pessoas foram mortas no conflito na Ucrânia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

CN/rtr/apf/dpa

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