Confrontos no Cairo se acirram e causam mortes na madrugada | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 03.02.2011
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Mundo

Confrontos no Cairo se acirram e causam mortes na madrugada

Ao menos cinco pessoas morreram e centenas ficaram feridas durante os confrontos entre oposicionistas e apoiadores do regime egípcio no centro do Cairo. EUA cobram apuração dos acontecimentos e punição aos responsáveis.

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Confronto violento na praça Tahrir

A situação na praça Tahrir, no Cairo, centro das manifestações dos últimos dias no Egito, havia se acalmado um pouco ao amanhecer desta quinta-feira (03/02). No dia anterior, violentos protestos, que entraram madrugada adentro, causaram a morte de pelo menos cinco pessoas,

O número oficial de mortos foi divulgado pelo ministro egípcio da Saúde, Ahmed Samih Farid, na manhã desta quinta-feira. Testemunhas ouvidas pela agência de notícias DPA afirmaram que entre as vítimas fatais estão oposicionistas, que teriam sido mortos a tiros, e um soldado.

O comunicado do ministério diz que as mortes foram causadas por apedrejamentos e ataques com peças de metais. "Houve tiros durante a madrugada", afirma Farid.

A rede CNN também disse que disparos foram ouvidos durante a noite. A imprensa local fala em mais de 1.500 feridos, embora o número oficial divulgado pelo governo egípcio seja de 836.

De acordo com o canal de televisão Al Arabyia, o Exército do Egito prendeu várias pessoas no início da manhã desta quinta-feira. A emissora não soube precisar o número exato.

Influência externa

Em meio à crise, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, exigiu a investigação dos fatos durante uma conversa ao telefone com o vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, nesta quarta-feira.

Clinton condenou a violência e, segundo um porta-voz da Secretaria de Estado, cobrou do vice-presidente que os responsáveis sejam punidos.

O porta-voz também reiterou a posição do governo dos Estados Unidos, que exige o início imediato do processo de transição política. Eleições devem ocorrer o quanto antes, disse o porta-voz, e elas devem ser livres e legítimas.

AS/dpa/rtr
Revisão: Nádia Pontes

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