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Mundo

Confrontos deixam 18 mortos durante eleições em Bangladesh

A atual premiê, Sheikh Hasina, deve ser reeleita, em pleito marcado por violência e boicote da principal legenda de oposição. Mesmo com reforço das forças de segurança, milhares de eleitores não foram votar.

Pelo menos 18 pessoas morreram neste domingo (05/01) em confrontos entre forças de segurança e apoiadores da oposição durante as eleições em Bangladesh. O pleito teve que ser suspenso em mais de 160 centros de votação, devido a ataques a estabelecimentos eleitorais e postos policiais.

Entre os mortos, 17 eram ativistas da oposição – que boicotou as eleições gerais e organizou uma greve nacional. Um funcionário eleitoral morreu em um ataque a um centro de votação. Assim, já passa de 160 o número de mortos desde novembro, devido a confrontos políticos no país.

Muitos eleitores preferiram ficar em casa por conta da violência, mesmo com a presença de 270 mil homens das forças de segurança nas ruas. O responsável pelas eleições, Kazi Rakibuddin Ahmad, qualificou o pleito como "pacífico".

A votação ocorreu em apenas 147 distritos eleitorais – do total de 300 – e envolveu cerca de 44 milhões dos 92 milhões de eleitores. O país asiático tem mais de 150 milhões de habitantes.

Atual premiê deve ser reeleita

A atual primeira-ministra, Sheikh Hasina, já é tida antecipadamente como ganhadora da votação, devido, em grande parte, ao boicote da principal legenda da oposição, o Partido Nacionalista de Bangladesh (PNB), de Khaleda Zia, que denunciou estar em prisão domiciliar, o que as autoridades negam.

Bangladesch Parlamentswahlen Gewalt in Gaibandha

Ferido é atendido após tumulto: mortos passam de 160 desde novembro

Hasina e Zia se alternaram no poder nas últimas duas décadas e são inimigas. O PNB, que lidera uma coalizão de 18 partidos políticos, anunciou há semanas que boicotaria o pleito. Por esta razão não houve eleição para 153 das 300 cadeiras parlamentares.

O partido opositor pede o cancelamento das eleições por discordar da criação de um governo interino liderado pela legenda governante Liga Awami, de Hasina. A lei estabelecia a criação de um governo interino formado por todos os partidos, para supervisionar o pleito, mas Hasina modificou a legislação em 2011 e agora controla o processo eleitoral.

Os Estados Unidos e a União Europeia preferiram não enviar observadores para a eleição, já que não estavam convencidos da seriedade do processo. Somente houve observadores da Índia e do Butão. As eleições de 2008 foram monitoradas por 585 observadores estrangeiros.

FC/efe/dpa/afp

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