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Mundo

Conflitos no Oriente Médio em debate em Berlim

Representantes de Alemanha, Estados Unidos e União Europeia discutem com Netanyahu crescente onda de violência em Jerusalém e Cisjordânia. Kerry se mostra otimista com propostas que possam aliviar as tensões na região.

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John Kerry (esq.) com Steinmeier: insinuação feita por Netanyahu sobre Holocausto não foi mencionada

Em Berlim, diplomatas de Alemanha, Estados Unidos e União Europeia (UE) se encontraram com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para discutir como acabar com a nova onda de violência em Jerusalém e na Cisjordânia.

Depois de algumas reuniões com o premiê israelense, o secretário de Estados dos EUA, John Kerry, e a chefe da política externa da UE, Federica Mogherini, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Fank-Walter Steinmeier, afirmou que tanto ele como Kerry pediram que israelenses e palestinos façam todo o possível para acalmar a situação em Jerusalém.

A onda de violência em Jerusalém nas últimas semanas foi provocada por o que os palestinos classificaram de ingerência no local sagrado de Al-Aqsa, chamado de Monte do Templo por judeus. Al-Aqsa é a terceira mesquita mais importante no mundo muçulmano, depois das de Meca e Medina, ambas na Arábia Saudita.

Nove israelenses foram mortos por palestinos com facadas, tiros e ataques com veículos desde o início de outubro. Quarenta e nove palestinos, incluindo 25 agressores, entre eles crianças, morreram em ataques e durante protestos anti-Israel.

Steinmeier disse que "deve ser do interesse de Israel, também no interesse de segurança de Israel, manter um relacionamento com a Jordânia que não mine o rei jordaniano ou sua liderança política". Mas o ministro admitiu ser irrealista esperar que Netanyahu anuncie uma mudança de política enquanto estiver na Europa.

A Jordânia é um dos poucos países que já fizeram um tratado de paz com Israel. O acordo foi assinado em 1994. O rei Abdullah 2º é considerado um mediador, mas está sob pressão de outros Estados árabes para tomar uma linha mais dura com o governo israelense. O santuário na Cidade Antiga de Jerusalém está sob proteção da Jordânia.

Kerry disse que é importante mudar o tom do discurso público entre Israel e os palestinos, além de esclarecer o status do Monte do Templo. Ele expressou uma "medida cautelosa de otimismo" após quatro horas de conversas com Netanyahu sobre propostas que poderiam ajudar a aliviar as tensões na região.

"Pode ser que haja algumas coisas [...] e nos próximos dias colocaremos na mesa as que teriam um impacto ", disse Kerry. "Não quero errar na afirmação, mas estou cautelosamente animado." O secretário de Estado americano deve se reunir em breve com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o rei jordaniano em Amã, onde pretende mencionar estas propostas.

Kerry não mencionou a insinuação feita por Netanyahu nesta semana de que Haj Amin al-Husseini, o mufti de Jerusalém nos anos 1940, persuadiu Adolf Hitler a exterminar os judeus. Os comentários do premiê atraíram críticas generalizadas de políticos da oposição israelense e de especialistas no Holocausto, que o acusaram de distorcer fatos históricos.

Netanyahu atribui a palestinos violência em Jerusalém

Já Netanyahu manteve o tom usado após encontro com a chanceler federal alemã, Angela Merkle, na quarta-feira, e atribuiu a Abbas e à Autoridade Nacional Palestina a responsabilidade pela violência em Jerusalém.

"Acredito que é a hora de a comunidade internacional dizer claramente ao presidente Abbas que pare de espalhar mentiras sobre Israel", afirmou. "Mentiras sobre Israel querer mudar o status quo no Monte do Templo, mentiras de que Israel quer derrubar a mesquita de Al-Aqsa, mentiras de que Israel está executando palestinos. Tudo isso é falso."

Também nesta quinta-feira, e como prévia do encontro de mediadores de paz do Oriente Médio que será realizado na sexta-feira, em Viena, Steinmeier deu uma coletiva de imprensa em conjunto com a chefe da política externa da UE. "Posso anunciar aqui que amanhã, em Viena, teremos uma reunião do 'Quarteto'", disse Mogherini.

O 'Quarteto', composto por União Europeia, Rússia, Estados Unidos e um enviado especial da ONU, discutirão assuntos ligados aos conflitos em Síria e Iraque, e deve reiterar que israelenses e palestinos suavizem a retórica e acalmem a situação na região.

PV/afp/dpa/rtr/ap

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